Irmãos Friboi entram na briga para iluminar Belém

Grupo J&F disputa controle da Celpa, distribuidora de energia no Pará; ambição maior da tropa empresarial goiana é pela Rede Energia, que controla outras oito distribuidores espalhadas pelo País; altamente endividado e sob intervenção federal, grupo está à venda e é cobiçado por vários candidatos

Irmãos Friboi entram na briga para iluminar Belém
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Goiás247_ Os irmãos Friboi resolveram entrar numa briga judicial para iluminar Belém, a capital paraense. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a holding J&F, dona do frigorífico JBS, quer a concessão da Celpa, a distribuidora de energia do Pará, que está em recuperação judicial e já foi praticamente vendida a outra empresa, a Equatorial. Na última quarta-feira, a J&F enviou à Justiça uma proposta em que aceita as mesmas condições de pagamento acertadas com a Equatorial se a operação de venda, que ainda tem alguns pontos pendentes, não for concluída.

A ambição dos irmãos Friboi, Júnior, Wesley e Joesley Batista, é maior, porém. O confronto paraense é só mais um lance numa disputa maior, pela Rede Energia, que controla outras oito distribuidores espalhadas pelo País. Altamente endividado e sob intervenção federal, o grupo está à venda e é cobiçado por vários candidatos.

O Estadão informa que a Equatorial saiu na frente dos outros. Em setembro, acertou a compra da Celpa, que deve R$ 3 bilhões na praça, pelo valor simbólico de R$ 1. Depois, comprometeu-se a injetar R$ 350 milhões imediatamente na empresa e algo como R$ 350 milhões ao longo dos próximos dois anos. A proposta já foi aceita pela maior parte dos bancos credores. Mas a dívida com o governo do Pará, de mais de R$ 400 milhões, ainda está em aberto. Sem esse acerto, o negócio não pode ser consumado.

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A J&F, hoje sob comando do ex-presidente do Banco Central, o também goiano Henrique Meirelles, está no calcanhar da Equatorial, torcendo para que a rival não consiga fechar o acordo. Tanto que, no documento enviado à Justiça, assume o compromisso de apresentar uma proposta para quitar as dívidas com o governo do Pará no prazo de 48 horas, contados a partir do momento em que sua oferta for aceita pelos bancos.

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