Íris de Araújo conta na CPI que também já foi ameaçada
Parlamentares discutiram na sessão de hoje as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que se afastou do caso Cachoeira, e pela procuradora Léa Batista; a deputada do PMDB disse que tomou providências sobre as ameaças, mas nada foi feito
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247 – No início da sessão da CPMI do Cachoeira desta quarta-feira 27, os parlamentares colocaram em pauta as ameaças sofridas por profissionais que estão à frente do caso do contraventor. Como exemplo, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava o processo da Operação Monte Carlo, em Goiânia, e pediu para ser afastado por sofrer ameaças, e a desembargadora Léa Batista, que recebeu no último sábado, pela segunda vez, um email ameaçador.
A deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) protestou, no debate, que também já foi ameaçada, mas que nada foi feito. "Recebi dez tuítes ameaçadores dizendo que iriam me apagar e eu tomei providências junto à mesa, mas infelizmente continua na mesa". A deputada questionou até que ponto os membros da comissão assistirão uma situação como essa. "O crime organizado estar à frente no Estado de Goiás. Eu sou a voz do meu Estado e eu sei o que está acontecendo lá".
Sobre as ameaças relatas pela parlamentar, o vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), propôs uma conversa com o judiciário com o Ministério Público Federal para que se possa garantir a segurança de todos os envolvidos na apuração dos casos. "Nós não admitimos que eles ajam como estão agindo. Nós vamos até o final e levar todos os envolvidos às barras dos tribunais". O deputado informou que será encaminhado ao Judiciário, junto aos presidentes do Senado e da Câmara, um pedido para garantir a integridade de quem trabalha no caso.
Já o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) minimizou as ameças contra magistrados, afirmando que "a violência está aí presente e todos estão sujeitos". Segundo ele, violência mesmo é não convocar o dono da Delta, o empreiteiro Fernando Cavendish, para depor na CPMI. "Essa sim é uma violência que atinge a todos".
Na sessão de hoje, serão ouvidas três testemunhas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo. Serão interrogados Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo, e o radialista Luiz Carlos Bordoni. O único que deve responder às perguntas dos parlamentares é o jornalista Bordoni. Rincón apresentou atestado médico se dizendo impedido de comparecer à comissão e Eliane Pinheiro conseguiu habeas corpus para permanecer em silêncio.
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