Ipasgo suspende médicos por cobranças indevidas

São 74 os profissionais denunciados por práticas que vão da falta de atenção na consulta até cobrança de complementação para a realização de procedimentos; já outros 294 prestadores de serviço ao instituto com baixo índice de atendimento estão recebendo correspondência, lembrando do compromisso em atender aos usuários do plano

Ipasgo suspende médicos por cobranças indevidas
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Goiás247_ A partir desta sexta-feira, dia 12, o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás suspende um grupo de 74 médicos credenciados para atendimento de seus usuários. A medida faz parte da série de ações para tentar disciplinar este atendimento e oferecer melhor qualidade de serviços aos usuários. Nenhum profissional de pediatria, especialidade com maior número de reclamações na Ouvidoria, está incluído neste grupo.

Com o trabalho de recadastramento dos prestadores de serviço, iniciado em outubro, o Instituto passou a ter um quadro mais preciso desta rede. Desde então, vem sendo feita uma série de levantamentos, para tentar localizar as carências para planejar as ações do Ipasgo, como, por exemplo, a abertura de novas vagas na rede, que acontece ainda neste mês.

Um grupo de 368 profissionais, por esses levantamentos, tem feito menos de 10 atendimentos mensais, o que dá uma média próxima de uma consulta a cada dois dias aos usuários do Ipasgo, índice considerado baixo pela área técnica. Desses, 74 médicos vem recebendo reclamações de usuários, que vão desde falta de atenção na consulta até cobrança de complementação para a realização de serviços.

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Esses profissionais estarão impedidos de continuar atendendo pelo Ipasgo, até que apresentem justificativa em relação ao baixo índice e às reclamações e só voltam a atender após firmar novo termo de compromisso junto à direção do Instituto.

Já os outros 294 prestadores com baixo índice de atendimento estão recebendo correspondência, lembrando do compromisso em atender aos usuários do Ipasgo, reafirmado no recente processo de recadastramento.

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“Se eles não se pronunciarem, ou se a explicação não for plausível, vamos descredenciar”, afirmou o presidente do Ipasgo, Francisco Taveira Neto, em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia.

No começo de 2011, o Ipasgo passava por uma grave crise financeira, acumulando uma dívida de cerca de R$ 400 milhões, principalmente com a rede prestadora, que tinha, em média, sete faturas a receber. Desde então, um amplo trabalho de reestruturação foi feito. A dívida foi zerada, restando apenas para quitação aquelas que tem algum impedimento jurídico.

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Foi elaborado o Programa de Otimização ao Atendimento (POA), que reclassificou os hospitais, que tiveram reajuste nas tabelas de acordo com a sua capacidade de atendimento. Da mesma forma, todos os profissionais liberais receberam reajuste. Os médicos tiveram a tabela reajustada em junho de 2012 e os demais profissionais no início de 2013.

Foi criada uma nova rotina administrativa para o pagamento das faturas, que tem sido feito com um prazo médio de 42 dias após a apresentação, tempo necessário hoje para o trabalho de auditoria. (Com informações da Gecom/Ipasgo)

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