Investigação envolvendo Aécio segue arquivada
Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte tentou retomar inquérito sobre repasses do governo mineiro à rádio Arco-Íris, do senador tucano, mas foi barrada pelo Conselho Nacional do Ministério Público
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247 - O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) negou na noite desta terça-feira (26), por unanimidade, o pedido do promotor João Medeiros Silva, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, para reabrir investigações sobre repasses do governo mineiro à rádio Arco-Íris, que tem como sócios o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e sua irmã, Andrea Neves.
O coordenador de Defesa do Patrimônio de BH, João Medeiros, chegou a abrir em março do ano passado um inquérito civil para apurar se o repasse de recursos públicos para a empresa de propriedade de um ex-governador e de seus familiares fere ou não a Constituição. Uma das irregularidades estaria no fato de Andrea Neves, irmã de Aécio, ter comandado o Núcleo Gestor de Comunicação Social na gestão do tucano.
O conselho entendeu que a prerrogativa para analisar o caso era do procurador-geral de Justiça. Na prática, o CNMP manteve a investigação arquivada, já que esse foi o entendimento do ex-procurador-geral Alceu José Torres Marques.
Torres Marques avocou o inquérito e decidiu arquivá-lo alegando que em 2011 ele já havia iniciado investigação sobre o caso e decidido pela nulidade das acusações.
Em nota, o PSDB mineiro afirmou que a família de Aécio é dona da rádio há mais de 20 anos. O partido disse que a decisão do CNMP "deixa claro que não havia fundamento na tentativa de reabertura da investigação". A assessoria do senador informou que ele não comentará o caso.
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