Insatisfeitos devem sair, diz governo a secretários

Em nota dura, assinada pelo chefe de Gabinete do governador Marconi Perillo, o ex-secretário e procurador João Furtado, governo reafirma necessidade da demissão de 25% dos comissionados e alerta que não vai tolerar rebelião de auxiliares: "Todos os cargos, sem exceção, são de livre nomeação e exoneração do governador do Estado, que, por liberalidade, permitiu aos secretários que fizessem indicações."

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Goiás 247_ O governo do Estado divulgou na tarde desta quarta-feira nota oficial em que trata do corte de comissionados no governo. O documento é assinado pelo Chefe de Gabinete da Governadoria, João Furtado, e expõe de forma clara e objetiva que nenhum comissionado está imune ao corte.

A nota ratifica que a ordem do governador Marconi Perillo é expressa e o secretário que não concordar com as determinações pode e deve entregar o cargo imediatamente. Leia a nota na íntegra:

 

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NOTA DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

A respeito da decisão do Governo de Goiás de reduzir o impacto dos salários com os servidores comissionados sobre a folha de pagamento do Poder Executivo, ressalte-se que:

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1. 1. A decisão do Governo de Goiás de reduzir a folha de servidores com cargos em comissão em 25% é diretriz firme e técnica que tem como objetivo valorizar os servidores efetivos, a exemplo do pagamento em dia dos vencimentos, da quitação do 13º salário no mês de aniversário, além de outras ações que visam proteger a categoria, como a Meritocracia (que será modelo para o Governo Federal), cursos de qualificação permanentes, Escola de Governo Henrique Santillo, concursos públicos etc.;

2. 2. Com as medidas, sem dúvida severas, o Governo de Goiás corta na própria carne para dar exemplo de austeridade – conforme tem sido o comportamento desta administração – e mostra determinação para economizar os recursos necessários para melhorar a prestação de serviços à sociedade. É preciso destacar que a redução dos gastos com salários é apenas mais uma medida em um amplo conjunto de ações já anunciadas com esse objetivo;

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3. 3. Não há cargos políticos na administração estadual nem o que se está chamando de reserva técnica. Todos os cargos, sem exceção, são de livre nomeação e exoneração do governador do Estado, que, por liberalidade, permitiu aos secretários que fizessem indicações.

4. 4. Cientes da necessidade de aplicar tais medidas, entre elas a redução nos gastos com comissionados, todos nós, secretários de Estado e auxiliares do Governo de Goiás, a quem não compete contestar ordens do chefe do Poder Executivo, cumpriremos as diretrizes do governador Marconi Perillo. Quem discordar pode e deve entregar imediatamente o cargo que ocupa no Poder Executivo.

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Goiânia, 20 de fevereiro de 2013

João Furtado de Mendonça Neto
Chefe de Gabinete da Governadoria

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