Infraero vê sobrepreço de R$ 1,3 bi em obras de Viracopos e Guarulhos

Uma auditoria interna da Infraero constatou que as obras de expansão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, iniciadas em 2012 em São Paulo, custaram R$ 1,316 bilhão a mais que o preço médio do mercado; a auditoria investiga possíveis irregularidades em uma série de contratações feitas pelas concessionárias que administram os dois aeroportos paulistas, todas elas com o aval da própria Infraero, que detém 49% de participação

O governador Geraldo Alckmin participou da Entrega do Terminal de Passageiros do Aeroporto de Guarulhos com a Presidente Dilma RoussefData: 20/05/2014. Local:Guarulhos/SP. Foto: Vagner Campos/A2 FOTOGRAFIA
O governador Geraldo Alckmin participou da Entrega do Terminal de Passageiros do Aeroporto de Guarulhos com a Presidente Dilma RoussefData: 20/05/2014. Local:Guarulhos/SP. Foto: Vagner Campos/A2 FOTOGRAFIA (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - A Infraero constatou que as obras de expansão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, iniciadas em 2012 em São Paulo, custaram R$ 1,316 bilhão a mais que o preço médio do mercado, segundo análise da própria estatal.

A auditoria interna investiga possíveis irregularidades em uma série de contratações feitas pelas concessionárias que administram os dois aeroportos paulistas, todas elas com o aval da própria Infraero, que detém 49% de participação.

O TCU já tinha acusado a Infraero de adotar postura omissa nas contratações de obras dos aeroportos concedidos, entre eles o de Guarulhos e Viracopos. Ao analisar alguns desses contratos, o tribunal havia alertado que grande parte dos serviços é prestada pelos próprios sócios privados da estatal nas concessionárias. Em cada uma dessas concessões, a Infraero é sócia de grandes empreiteiras, como OAS, em Guarulhos, e Constran (controlada pela UTC), em Viracopos, ambas envolvidas na Operação Lava Jato.

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Basicamente, o TCU concluiu que cada uma dessas empresas atuou como prestadora de serviço em contratos de obras com suas próprias concessionárias, sem terem suas contratações analisadas de forma efetiva pela Infraero, apesar de a estatal pagar a metade da conta.

As informações são de reportagem de Tânia Monteiro e André Borges no Estado de S.Paulo.

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