Indústria poderá acompanhar obras da Copa
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deve assinar acordo que permite a fiscalização do nível de nacionalização nas construções para o Mundial de 2014
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247 - As indústrias brasileiras de máquinas e eletroeletrônicos vão se tornar, em breve, fiscalizadores das obras da Copa. O objetivo é verificar a presença das empresas nacionais nas construções e propor novas parcerias. Leia Maria Cristina Frias, da coluna Mercado Aberto, da Folha:
Abaladas por elevados deficits em suas balanças comercias, as indústrias brasileiras de máquinas e eletroeletrônicos vão entrar como observadoras do processo de implantação da infraestrutura da Copa para verificar o nível de nacionalização das obras.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deve assinar com Abimaq, Sindmaq e Abinee um acordo para que essas entidades setoriais acompanhem os trabalhos de realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e de jogos olímpicos e paraolímpicos.
Segundo o ministério, os representantes das indústrias poderão avaliar a participação brasileira e propor recomendações para elevar a presença das empresas nacionais nas obras.
"Elas vão acompanhar mais de perto a construção. No caso dos empréstimos que o BNDES concede para estádios já há condições sobre a nacionalização. O que queremos é que as empresas participem de perto para que se capacitem para futuros eventos, mesmo fora do Brasil", diz o ministro.
Segundo ele, ampliar o grau de nacionalização "não depende de lei e sim da capacidade das empresas de apresentarem produtos e preços".
Pelo acordo, as entidades analisarão a relação de obras e serviços e apresentarão relatórios bimestrais sobre a participação brasileira nas aquisições de máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos. O termo vale até outubro de 2016.
O interesse da indústria de eletroeletrônicos está na construção da infraestrutura de comunicação. "Poderemos indicar para o governo a existência de produção nacional dos equipamentos", afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee.
"Pretendemos acompanhar todas as concorrências e alertar o governo. Vamos ficar em cima para que as compras sejam feitas aqui. Se for só importado, vai gerar emprego lá fora", diz Luiz Aubert Neto, da Abimaq.
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