Indígenas dizem sofrer ataques a tiros da Força Nacional, de Sérgio Moro
Um vídeo que circula das redes sociais mostra indígenas Guarani Kaiowá, da reserva de Dourados (MS) se protegendo de disparos que eles afirmam ser da Força Nacional. De acordo com lideranças do local, o conflito foi motivado pela retomada da Avae’te, terra próxima à reserva da cidade
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247 - O Conselho Indigenista Missionário (CIM) publicou em seu site um vídeo das redes sociais que mostra indígenas Guarani Kaiowá, da reserva de Dourados, no Mato Grosso do Sul, se protegendo de disparos que eles afirmam ser da Força Nacional. Atendendo a pedidos do governo estadual, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, responsável pelo departamento, teria autorizado o envio dos agentes à região na semana passada.
De acordo com lideranças do local, o conflito foi motivado pela retomada da Avae’te, terra próxima à reserva de Dourados. Os agentes tentaram derrubar alguns barracos. Um indígena foi ferido no braço por um disparo.
“No dia seguinte, às 9 horas da manhã, a Força Nacional se dirigiu a uma das fazendas. De lá veio um dos donos da fazenda, seguranças privados, todos em uma caminhonete preta, e quatro viaturas da Força Nacional. Chegaram no Avaeté atirando. Não chegaram para conversar”, diz.
A violência na região aumentou em outubro de 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito. Na época, 15 índios Guarani Kaiowá foram feridos por balas de borracha e de gude.
*Com informações do CIM
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