Indicação de Demóstenes, Tourinho Neto deixa CNJ

Desembargador federal que concedeu sucessivas vitórias a Cachoeira e seu grupo no TRF1 ascendeu ao conselho maior da magistratura brasileira com uma mãozinha do ex-senador cassado na CCJ do Senado

Indicação de Demóstenes, Tourinho Neto deixa CNJ
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Goiás 247 - O desembargador Tourinho Neto, do TRF da 1ª Região (Distrito Federal), que ficou em evidência nos últimos meses devido ao caso Cachoeira, vai perder sua cadeira no Conselho Nacional de Justiça. Um dos objetivos da mudança é reoxigenar o conselho e quebrar o perfil corporativista do órgão.

O substituto de Tourinho é o juiz federal Guilherme Calmon, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro). Tourinho Neto se tornou figura cativa nas manchetes de jornais desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo.

Foi ele o responsável, desde o começo dos desdobramentos da operação, pelas vitórias de Cachoeira no campo judicial. A primeira delas foi a transferência do presídio de Mossoró para Brasília. Depois foi o responsável também por conceder habeas corpus ao contraventor.

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Fato curioso é que foi o ex-senador Demóstenes Torres que relatou a indicação de Tourinho para o CNJ na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Demóstenes perdeu seu mandato de parlamentar e hoje vive no limbo da política justamente por ter se envolvido com a organização criminosa de Cachoeira – que hoje está livre graças a Tourinho.

A benevolência de Tourinho com Cachoeira motivou críticas do juiz federal responsável pelo processo da Operação Monte Carlo, Alderico Rocha Santos. Ele acusou o desembargador de estabelecer um “procedimento diverso da lei” para o bicheiro. A acusação foi feita num ofício encaminhado por Alderico ao próprio Tourinho

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Outras polêmicas

Tourinho é marcado pelas polêmicas e conhecido por ter muitos desafetos. Ele e a ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, não falam a mesma língua. Ele também é visto com ressalvas por certas alas da Polícia Federal e do Ministério Público.

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Outro caso emblemático de Tourinho foi quando ele, em duas ocasiões, mandou soltar o Jáder Barbalho (PMDB-AP), preso pela Polícia Federal acusado de irregularidades na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

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