Implosão de Aécio pode explicar caso Helicoca
A delação bomba do empresário Joesley Batista, que atinge diretamente o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pode explicar um caso antigo envolvendo o tucano, envolto em mistério; os R$ 2 milhões em propina que Joesley disse ter gravado Aécio lhe pedindo foram rastreados pela Polícia Federal, que descobriu um depósito a uma empresa que pertence a Gustavo Perrella, dono do helicóptero apreendido em novembro de 2013 com 455 kg de cocaína no Espírito Santo; ele é filho do senador Zezé Perrella (PSDB-MG), aliado de Aécio (foto), e secretário de Futebol no Ministério do Esporte do governo Temer; o político foi inocentado no caso do helicoca
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247 - A delação bomba do empresário Joesley Batista, que atinge diretamente o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pode explicar um caso antigo envolvendo o tucano, envolto em mistério: o do helicóptero encontrado com 455 kg de cocaína no Espírito Santo em 2013, apelidado de "helicoca".
Os R$ 2 milhões em propina que Joesley disse ter gravado Aécio lhe pedindo foram rastreados pela Polícia Federal. Os agentes descobriram um depósito a uma empresa que pertence a Gustavo Perrella, dono do helicoca. Ele é filho do senador Zezé Perrella (PSDB-MG), aliado de Aécio, e secretário de Futebol no Ministério do Esporte do governo Temer. Gustavo foi inocentado no caso do helicoca.
A gravação do empresário entregue ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, revela Aécio pedindo o montante para pagar, segundo ele, os honorários do advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, que atua no caso de Aécio no âmbito da Lava Jato.
O repasse foi feito, no entanto, para a empresa Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo, por meio de um assessor de Perrella.
Segundo reportagem do Estado de S.Paulo, o advogado disse que foi 'surpreendido com o noticiário' e que 'efetivamente não recebeu dinheiro algum'. "Fui surpreendido pelo noticiário da imprensa. Efetivamente não recebi dinheiro algum. Vou consultar meu cliente (Aécio) sobre o que aconteceu", afirmou em nota.
A grande pergunta que se faz nesse caso é: por que o dinheiro não foi para o advogado, mas para os donos do helicoca?
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