Humberto sofre derrota e PT vai apoiar gestão do PSB
Depois da celeuma se apoiaria ou não a administração municipal do PSB no Recife a partir de 2103, o PT ficou com a primeira opção; por 25 votos a favor e 15 contra, a bancada do PT na Câmara de Vereadores deverá apoiar o socialista Geraldo Julio; com a decisão o senador e candidato vencido, Humberto Costa, que defendia a independência da legenda na gestão do PSB, sofre uma perda significativa da sua influência junto aos petistas da capital e amplia o seu isolamento junto a legenda
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Paulo Emílio_PE247 - Depois da celeuma se apoiaria ou não a administração municipal do PSB no Recife a partir de 2103, o PT ficou com a primeira opção. A decisão foi tomada neste sábado, em uma reunião do Diretório Municipal, que optou por manter a aliança com os socialistas independente da derrota sofrida neste pleito municipal. Com isso, o senador e candidato vencido, Humberto Costa, que defendia a independência da legenda na gestão do PSB, sofre uma perda significativa da sua influência junto aos petistas da capital.
Com a decisão, que contou com 25 votos a favor contra 15 contra, de que os cinco vereadores petistas estão liberados para acompanhar a Frente Popular, quem se consagra como o maior vencedor da disputa interna do PT é o atual prefeito João da Costa. Desde que foi defenestrado do projeto de concorrer à reeleição e de sofrer pesados ataques, tanto por parte de Humberto como do deputado federal e candidato a vice João Paulo, que o acusavam de apoiar a candidatura do PSB, João da Costa defendia a manutenção da legenda na Frente Popular e o apoio ao novo prefeito. Com isto as relações entre ele e os medalhões Humberto Costa e João Paulo azedaram de vez.
Com a derrota de Humberto – que nesta semana chegou a soltar uma carta aberta se posicionando contra o alinhamento do partido junto ao PSB -, João da Costa ganha uma maior influência para defender a sua permanência no partido, ao contrário do que defendem tanto João Paulo como o senador. Apesar de também ser contrário á decisão de apoiar integralmente a gestão socialista, João Paulo tende a sofrer um desgaste menor que Humberto, devido ao fato de não ter se manifestado publicamente e nem emitido nenhum comunicado demonstrando sua insatisfação, ao contrário do que fez o correligionário.
Agora, resta saber como os dois medalhões reagirão em relação ao apoio do PT ao PSB e, também, ao encolhimento das suas esferas de influência. Dependendo da reação, mais do que uma perda do controle sobre o quadro partidário, o resultado poderá aumentar ainda mais a cizânia em um partido que já se encontra dividido em várias frentes.
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