Humberto reconhece dificuldades na articulação

Uma das principais lideranças do PT, o senador Humberto Costa (PT), reconheceu os problemas de articulação política do seu partido junto ao Congresso Nacional, sobretudo com o PMDB. No entanto, em meio à relação “azedada” entre as duas legendas, o parlamentar tratou com naturalidade as divergências que envolvem petistas e peemedebistas e não atribui " esses ares de gravidade que estão sendo dados a esses problemas que nós enfrentamos recentemente"

Humberto reconhece dificuldades na articulação
Humberto reconhece dificuldades na articulação (Foto: Pedro França)


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PE247 – Uma das principais lideranças do PT, o senador Humberto Costa (PT), reconheceu os problemas de articulação política do seu partido junto ao Congresso Nacional, sobretudo com o PMDB. No entanto, em meio à relação “azedada” entre as duas legendas, o parlamentar tratou com naturalidade as divergências que envolvem petistas e peemedebistas.

“Na verdade, entendo que dentro de uma aliança tão ampla, sempre vamos ter algumas contradições, divergências entre os partidos que compõem essa base, e entre os partidos e o próprio governo. Mas não atribuo esses ares de gravidade que estão sendo dados a esses problemas que nós enfrentamos recentemente”, declarou o senador Humberto Costa (PT-PE) à Rádio Folha.

O PMDB tem reclamado da falta de diálogo da presidente Dilma com os seus aliados e boa parte dos integrantes da legenda não estão nada satisfeitos com a interlocução da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Curiosamente, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já ameaçou não apoiar a reeleição da chefe do Executivo federal, caso não receba o apoio do PT naquele estado.

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Curiosamente, o PMDB é o partido mais “infiel” à presidente Dilma, segundo levantamento feito pelo Palácio do Planalto. Uma pesquisa, realizada pela Secretaria de Relações Institucionais, apontou que, na votação na MP dos Portos, a média de votações alinhadas com o governo no Congresso por parte da bancada peemedebista foi de 41,15%, percentual considerado baixo demais para uma legenda que se diz a principal aliada do PT. No ranking de siglas, o PMDB ocupou a 17ª posição.

Segundo Humberto Costa, a articulação política é fundamental para fazer uma gestão que atenda às demandas do governo. “E com isso, eu acho que os problemas serão perfeitamente superados e nós vamos conseguir tocar bem o governo e disputar as eleições do ano que vem”, afirmou.

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