Humberto quer reforma política valendo já em 2014

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a necessidade de uma Reforma Política é urgente e que as mudanças deveriam valer já para as eleições do próximo ano; “Eu acredito que se houver boa vontade e interesse do Senado, da Câmara, nós teríamos condições de adotar essas medidas para a eleição do ano que vem", disse; para o parlamentar, um dos principais pontos da reforma é alterar o atual sistema de financiamento de campanhas eleitorais, que permite que empresas privadas façam doações para políticos e partidos estabelecendo uma relação que pode resultar em corrupção e impunidade

Humberto quer reforma política valendo já em 2014
Humberto quer reforma política valendo já em 2014 (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)


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PE247 - O senador Humberto Costa (PT-PE) disse, nesta quarta-feira (07), que a Reforma Política é urgente. O petista comentou os dados da pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que revelam que 85% da população deseja a realização da reforma política. O levantamento foi divulgado esta semana. De acordo com o senador, as mudanças deveriam valer já para as eleições do próximo ano.

Para Humberto, o levantamento acaba com qualquer dúvida de que a Reforma Política é uma demanda da população.  “Nós teremos de adotar (a Reforma Política), mais cedo ou mais tarde, queira o Congresso ou não queira o Congresso, porque a voz da população vai se fazer ouvir ”, defendeu.

O parlamentar defende que as mudanças no sistema eleitoral brasileiro podem, inclusive, começar a nas eleições de 2014. “Eu acredito que se houver boa vontade e interesse do Senado, da Câmara, nós teríamos condições de adotar essas medidas para a eleição do ano que vem. Mas, se isso não for possível, ainda que seja para 2016, sem dúvida, nós teremos dado um passo gigantesco para fazer com que no Brasil possamos combater a impunidade, a corrupção, as relações obscuras entre setor público e setor privado que existem hoje no nosso país”, completou.

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O senador disse que um dos pontos mais importante da reforma é o financiamento de campanha. Segundo a pesquisa, 78% dos brasileiros são contrários à continuidade da doação de recursos para campanhas por parte das empresas privadas. Entre as famílias que residem em áreas de periferia e com renda de até um salário mínimo, esse índice sobe para 84%.

“Nós sabemos que a doação de recursos de campanha por parte das empresas termina sendo uma das razões a justificar e a incentivar a corrupção nesse Brasil. Empresa não vota. Por que é então que elas devem financiar as campanhas eleitorais? Quais são as empresas que financiam as campanhas eleitorais? Não são os pequenos comerciantes. Ao contrário, são os que têm interesse direto na relação com o Estado, na relação com o Executivo, na relação com o Poder Executivo e que procuram, a partir do estabelecimento dessa relação, obter benesses, sejam elas legais ou ilegais”, defendeu.

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*Com informações da assessoria de imprensa

 

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