Humberto Costa fica cada vez mais isolado

Apesar de ser um dos principais nomes do PT, Humberto Costa está cada vez mais isolado junto aos correligionários do Recife; na capital pernambucana, os vereadores da legenda desaprovaram as declarações do senador que, através de nota, afirmou ser favorável à posição de independência do partido no Recife, não aderindo, assim, à Frente Popular; Com o partido dividido, caberá a uma reunião do Diretório Municipal, prevista para este sábado, decidir o rumo da sigla na capital pernambucana

Humberto Costa fica cada vez mais isolado
Humberto Costa fica cada vez mais isolado (Foto: Waldemir Barreto)


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Paulo Emílio e Leonardo Lucena_PE247 - Apesar de ser um dos principais nomes do PT dentro e fora de Pernambuco, Humberto Costa está, praticamente isolado junto aos correligionários do Recife. Na capital pernambucana, os vereadores da legenda desaprovaram as declarações do senador que, através de nota, afirmou ser favorável à posição de independência do partido no Recife, não aderindo, assim, à Frente Popular (FP), encabeçada pelo PSB do prefeito eleito, Geraldo Júlio. Segundo parlamentares do Legislativo Municipal, a posição de independência prejudicaria a atuação do partido na Casa e junto a população.

O presidente da Câmara Municipal e integrante da corrente Construindo Um Novo Brasil (CNB), assim como o congressista, Jurandir Liberal (PT), evitou comentar sobre o assunto, mas disse que valerá a decisão do Diretório Municipal, cujo presidente, Oscar Barreto, discorda do posicionamento de Humberto Costa. Tendo em vista a perda de 12 anos de hegemonia no Recife, optar pela independência neste momento seria jogar fora parte do prestígio político que o Partido dos Trabalhadores tem em nível municipal por conta da conjuntura política atual, de acordo com petistas e analistas políticos. A reunião do Diretório Municipal está prevista para acontecer neste sábado (1).

A busca pela independência por parte do PT, sem se aliar à Frente Popular ou aos oposicionistas, ocorre do fato do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, ter lançado candidato próprio, sendo acusado de “traidor” pelos petistas, pois ambos os partidos são aliados históricos. As alfinetadas entre as duas legendas percorreram toda a campanha eleitoral deste ano, havendo, inclusive, tentativa dos petistas de impugnarem a candidatura de Geraldo Júlio.

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Agora, tanto Costa como o ex-prefeito e seu vice na chapa petista deste ano, João Paulo, líder de tendência Articulação de Esquerda (AE), preferem que os petistas não se alinhem à FP. Porém, soam como vozes isoladas dentro da legenda. Ambos disputam o papel de protagonista dentro do partido, mas se aliaram para fazer frente ao PSB no pleito deste ano.

Dentro deste processo, Humberto já estaria promovendo uma série de articulações internas visando reorganizar a composição da corrente que lidera – Construindo um Novo Brasil (CNB) – promovendo, inclusive, a substituição de alguns membros da Executiva que discordam da postura adotada pelo senador e se mostram favoráveis ao fato de que o PT deve apoiar a gestão do socialista Geraldo Julio.

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Caso esta movimentação se concretize, Humberto conseguiria manter o controle sobre uma das maiores alas do partido. Vale lembrar que a Corrente Articulação de Esquerda – comandada pelo deputado federal e candidato a vice na chapa de Humberto, João Paulo – tem junto com a CNB a maioria das 45 cadeiras do diretório, e a manutenção desta força é essencial para o senador.

Mas a demonstração de força também pode se mostrar ainda mais explosiva diante do racha interno que a legenda passa em Pernambuco. “Ele pode ter uma derrota histórica na reunião do diretório ou tentar uma manobra para evitar essa derrota. Mas para isso teria que implodir a corrente, o que afastaria muita gente", declarou um integrante da CNB em entrevista ao Jornal do Commercio

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Além do presidente da legenda no Recife, Oscar Barreto, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), também opta pela aliança. Mas como não foi reeleito, a voz do gestor não teria um peso significativamente na Direção Municipal do partido.

Diante do imbróglio, o dirigente estadual, o deputado federal Pedro Eugênio, ainda não explicitou sua opinião, até porque valerá a decisão do diretório do PT no Recife. No atual cenário político recifense e pernambucano, adiar a decisão faz parte de uma retaliação a Eduardo Campos, pois o socialista também não dá sinais claros se apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ou se sairá candidato rumo ao Palácio do Planalto em 2014.

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Como a maioria do PT deseja aderir à Frente Popular, resta saber se Humberto Costa e João Paulo tentarão manter um relacionamento amistoso com os seus correligionários. Caso sejam intransigentes em relação à independência, significa que a união interna pode não passar de um sonho. Mas, por enquanto, a tendência é de que o clima interno da legenda fique ainda mais tenso a depender do resultado da reunião deste sábado.

 

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