Hemobrás terá um novo módulo
Projeto ocorreu por meio de uma parceria com a multinacional Baxter Internacional visando a transferência da tecnologia do fator recombinante VIII, usado no tratamento de hemofilia A; objetivo é abastecer o SUS
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Leonardo Lucena _PE247– A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que está sendo construída no município de Goiana, Zona da Mata Norte pernambucana, vai ganhar mais um módulo visando a transferência de tecnologia do fator recombinante VIII, usado no tratamento de hemofilia A (deficiência na coagulação sanguínea). O projeto se deu por meio de uma parceria com a multinacional Baxter Internacional e tem como objetivo abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). A construção de um novo laboratório ampliará o terreno disponível para o erguimento da Hemobrás, orçada em R$ 670 milhões, de 25 para 31 hectares. O valor do contrato pode chegar a US$ 100 milhões nos 12 primeiros meses de vigência e tem duração de dez anos.
De acordo com o diretor de Produtos Estratégicos e Inovação da Hemobrás, Luiz Amorim, é necessário um novo prédio, específico para a fabricação do fator VIII recombinante, porque o seu processo tecnológico é diferente dos outros hemoderivados, que são elaborados a partir do plasma humano. "Isto já estava previsto em nosso projeto. Vamos começar a definir as especificações do novo módulo", disse. O fornecimento do remédio ao SUS começará já em 2013.
A Diretoria-Executiva da fábrica de hemoderivados, que deverá ser concluída em 2014, está discutindo com a Baxter as etapas da transferência de tecnologia e terminará a primeira fase das negociações junto à multinacional no próximo dia 8. Antes, nas próximas terça (5) e quarta-feira (6), membros da comitiva da empresa americana, entres eles o vice-presidente mundial de produção e operação, Joerg Ahlgrimm, o diretor mundial de produção, Martin Felgenhauee e o diretor geral no Brasil, Mario Ciardeli, conhecerão a Hemobrás, que contempla 17 prédios.
Apesar das diferenças do projeto de hemoderivados em relação ao do fator VIII recombinante, a Hemobrás pretende compartilhar os demais prédios destinados à produção desses medicamentos, ou seja, o de rotulagem, empacotamento, expedição e laboratórios de controle. "Queremos manter a mesma lógica, se possível, compatibilizando as duas tecnologias", afirmou o gerente de Incorporação Tecnológica e Projetos, Antônio Edson Lucena.
Para tanto, as equipes das duas empresas formaram um comitê técnico e visitaram, recentemente, uma potencial produtora dos equipamentos, na Itália. Depois dessa primeira rodada de reuniões, que termina no próximo dia 8, será estabelecido um cronograma de trabalho, com encontros periódicos entre as equipes da Hemobrás e da Baxter.
A Hemobrás terá como objetivo acabar com a dependência do SUS, que importa medicamentos com um custo de R$ 1 bilhão por ano. Enquanto a construção da fábrica está em andamento, o plasma sanguíneo será transformado em hemoderivados e, depois, transportado para a França, onde ficará sob responsabilidade do grupo biofarmacêutico LFB. Em seguida, serão fabricados os medicamentos albumina, fatores de coagulação VIII e IX e a imunoglobulina para serem enviados ao Brasil. Os remédios servirão para o tratamento de doenças como hemofilia (dificuldade de coagulação sanguínea), cirrose (inflamação no fígado), entre outras.
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