Helio Luz: Moro irá trazer PT de volta ao governo

Vivendo no Rio Grande do Sul, onde nasceu, o ex-chefe de Polícia do Rio e ex-deputado estadual Hélio Luz, afirma que a perseguição ao ex-presidente Lula “É um espetáculo gospel"; para ele, "estão ressuscitando o Lula, que andava em declínio. Chegou com a condução coercitiva e levantou o Lula. Agora está repetindo a mesma situação. Acho que o Moro é um agente infiltrado, porque não pode haver melhor coisa para o PT. Ele vai botar o PT no governo”; Hélio Luz também avalia política, segurança pública, o caso Marielle Franco e intervenção militar

Vivendo no Rio Grande do Sul, onde nasceu, o ex-chefe de Polícia do Rio e ex-deputado estadual Hélio Luz, afirma que a perseguição ao ex-presidente Lula “É um espetáculo gospel"; para ele, "estão ressuscitando o Lula, que andava em declínio. Chegou com a condução coercitiva e levantou o Lula. Agora está repetindo a mesma situação. Acho que o Moro é um agente infiltrado, porque não pode haver melhor coisa para o PT. Ele vai botar o PT no governo”; Hélio Luz também avalia política, segurança pública, o caso Marielle Franco e intervenção militar
Vivendo no Rio Grande do Sul, onde nasceu, o ex-chefe de Polícia do Rio e ex-deputado estadual Hélio Luz, afirma que a perseguição ao ex-presidente Lula “É um espetáculo gospel"; para ele, "estão ressuscitando o Lula, que andava em declínio. Chegou com a condução coercitiva e levantou o Lula. Agora está repetindo a mesma situação. Acho que o Moro é um agente infiltrado, porque não pode haver melhor coisa para o PT. Ele vai botar o PT no governo”; Hélio Luz também avalia política, segurança pública, o caso Marielle Franco e intervenção militar (Foto: Voney Malta)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Fernanda Canofre, Sul 21 - Depois de uma vida que o levou do Banco do Brasil à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, passando pela prisão de alguns dos principais traficantes da capital fluminense nos anos 1990, aos 72 anos, Hélio Luz Tavares caminha tranquilo pelas ruas de Porto Alegre e diz que agora "só vê as coisas da arquibancada". "É uma das coisas que a gente ganha com a idade. Só quero observar".

Gaúcho, "nascido no Moinhos de Vento", numa casa com pai fiel ao PTB de Getúlio Vargas, ele voltou à Capital há quase 15 anos para viver com a família. O sotaque carioca, porém, segue carregado. Hélio Luz ainda conhece o Estado colocado sob intervenção militar federal pelo governo de Michel Temer (MDB) como um cirurgião que decora os movimentos do bisturi na véspera do corte.

No ano em que o Brasil sofreu um golpe militar, ele se tornou escriturário do Banco do Brasil. Dez anos depois, chegou ao posto de delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e, na metade dos anos 1990, com o governo do tucano Marcelo Alencar, tornou-se chefe. Foi ele o responsável pelas ações que prenderam Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, do Comando Vermelho, e Marcio Nepomuceno, o Marcinho VP do Complexo do Alemão.

continua após o anúncio

Quando se aposentou da Polícia, se elegeu deputado pelo Partido dos Trabalhadores. O mesmo partido que ele deixou em 2002, antes de Luiz Inácio Lula da Silva ser eleito presidente pela primeira vez, alegando "divergência política intransponível" com a governadora do Rio, Benedita da Silva.

No dia em que Hélio encontrou com a reportagem do Sul21 para uma entrevista em um café, a prisão de Lula já havia sido decretada e a expectativa era saber se ele se entregaria ou não à Polícia Federal, como havia determinado o juiz Sérgio Moro. Alguém que coletou assinaturas para a criação do PT, no final dos anos 1980, Hélio ri: "É um espetáculo gospel. Aliás, eles estão ressuscitando o Lula, que andava caído. O Moro, acho que ele é agente infiltrado, porque ele está puxando o Lula de volta".

continua após o anúncio

Durante pouco mais de uma hora, Hélio Luz conversou sobre política, segurança pública, o caso Marielle Franco e intervenção militar. As mesmas visões que vem defendendo desde sempre, inclusive no documentário Notícias de Uma Guerra Particular (1999). Embora hoje o homem que ganhou apelido de "xerife de esquerda" ache um pouco mais difícil afirmar com todas as letras que segue nesse campo.

Leia a entrevista na íntegra no Sul 21.

continua após o anúncio

 

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247