Haddad: arena partidária é a urna, não o Judiciário

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a sentença de Moro sem base em fatos e provas causa insegurança jurídica no país; "Estamos alargando demais o conceito para fazer caber dentro uma disputa que não é do direito, é dos partidos. A arena partidária é outra, é a urna, não o Judiciário", afirmou

Brasília - Entrevista com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad sobre o encontro com o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Entrevista com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad sobre o encontro com o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)


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Da Rede Brasil Atual - Para o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad a falta de provas na decisão do juiz Sérgio Moro que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula causa insegurança jurídica e coloca em risco as garantias individuais e a democracia no Brasil.

"Se a Justiça virar arena de disputa partidária, vamos colocar a democracia em risco", disse Haddad, na sede do PT, em São Paulo, nesta quinta-feira (13), pouco antes do pronunciamento de Lula. "Estamos alargando demais o conceito para fazer caber dentro uma disputa que não é do direito, é dos partidos. A arena partidária é outra, é a urna, não o Judiciário", ressaltou. 

O ex-prefeito destacou que condenar uma pessoa sem provas é prejudicial a todos e destacou o estado de insegurança jurídica. "Ninguém estará se sentindo seguro em um estado como esse." 

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Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão da condenação como "absurdo completo", que tem como único objetivo impedir Lula de ser candidato em 2018. Ele defendeu grande mobilização nacional em defesa do ex-presidente, e sugeriu que a pré-candidatura de Lula seja lançada já em agosto, percorrendo todo o país para discutir saídas para a atual crise econômica.

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha definiu a condenação como "aberração jurídica", e afirmou que o partido vai recorrer às instâncias que forem preciso para garantir o direto de Lula de disputar em 2018. "Recorreremos onde tiver que recorrer. Não é um juiz de primeira instância que vai tirá-lo das eleições."

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Padilha disse, ainda, que a revisão da sentença da condenação do ex-presidente em instâncias superiores é "fundamental", não apenas para Lula: "Condenar alguém sem provas é prejudicial a todos."

 


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