Habitação, energia e alimentos pressionam inflação
IPC de Goiânia em setembro ficou em 1,2%, bem acima da taxa de 0,66% apurada em agosto e superior ao resultado do mesmo mês de 2011 (0,56%); levantamento é do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos e aponta que as despesas com alimentação (2,2%) e habitação (2,5%) registraram forte aceleração de agosto para setembro; entre os alimentos, as maiores pressões positivas foram verificadas no arroz (7,07%), frango (11,61%), leite tipo C/longa vida (4%), pão francês (2,86%), almoço por peso (1,31%), refrigerante 2 litros (3,74%) e açúcar (3,11%); já no grupo de habitação, itens importantes no orçamento das famílias goianienses tiveram aumento de preço, como o aluguel residencial (0,78%) e a tarifa de energia elétrica (9,98%)
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247_ O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia de setembro ficou em 1,2%, bem acima da taxa de 0,66% apurada em agosto e superior ao resultado do mesmo mês de 2011 (0,56%). O levantamento é do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), ligado à Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). Conforme o IMB/Segplan, o índice inflacionário do mês passado na capital goiana foi pressionado principalmente pelos grupos de alimentação e habitação. Nos nove primeiros meses do ano, a inflação de Goiânia acumula 6,83%, superando o resultado de igual período de 2011, que ficou em 5,32%.
O levantamento do IMB/Segplan aponta que as despesas com alimentação (2,2%) e habitação (2,5%) registraram forte aceleração de agosto para setembro. Juntos, esses dois grupos responderam por 93% do índice inflacionário apurado no mês passado. Entre os alimentos, as maiores pressões positivas foram verificadas no arroz (7,07%), frango (11,61%), leite tipo C/longa vida (4%), pão francês (2,86%), almoço por peso (1,31%), refrigerante 2 litros (3,74%) e açúcar (3,11%).
Já no grupo de habitação, itens importantes no orçamento das famílias goianienses tiveram aumento de preço, como o aluguel residencial (0,78%) e a tarifa de energia elétrica (9,98%). O grupo do vestuário apresentou elevação de 0,78%, devido a aumentos nos preços de sandália/sapato de mulher (4,58%), sapato masculino (3,78%), óculos sem grau (3,41%) e bijuteria (3,71%). Artigos residenciais registraram acréscimo de 1%, puxado pelas altas do conjunto de som (3,63%), rack para TV e som (7,71%) e liquidificador (2,31%).
Saúde e cuidados pessoais, com taxa de 0,2%, tiveram como destaques os reajustes nos preços de medicamentos dermatológico (2,15%) e calmante (2,71%), e do exame de laboratório (1,13%). O grupo de despesas pessoais apresentou índice de apenas 0,01%, por causa dos aumentos em brinquedos (4,17%) e no corte de cabelo feminino (3,6%), e das quedas nos preços de ingresso de futebol (-19,63%) e manicure e pedicure (-3,38%).
Em contrapartida, transportes tiveram taxa negativa em setembro (-0,25%), devido aos preços menores de passagem de ônibus interestadual (-12,5%), etanol (-1,11%) e gasolina comum (-0,38%). Já os grupos de educação e comunicação mantiveram os preços estáveis no período.
Cesta básica
O custo da cesta básica, que contém os alimentos necessários à subsistência do trabalhador, subiu 1,06% em setembro e atingiu o valor de R$ 223,96. No acumulado do ano, a alta dos alimentos básicos atinge 5,8%. Em 2011, no mesmo período, a taxa acumulada era negativa (-0,47%). Dos 12 itens que compõem a cesta, 10 tiveram aumento e dois redução de preço em setembro, na comparação com agosto.
De acordo com o IMB/Segplan, o arroz foi o campeão de reajuste de preço no período, com 7,1%, vindo em seguida óleo (4,69%), margarina (4,27%), carne (4,15%), leite (4%), açúcar (3,11%), farinha/massa (3%), pão (2,86%), café (2,03%) e feijão (1,9%). As quedas foram apuradas nos legumes e tubérculos (-5,81%) e nas frutas (-0,46%).
(Com informações da Comunicação Setorial da Segplan)
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