Guerra e o pacto de Dilma: "Não bastam intenções"

Deputado federal e presidente do PSDB em Pernambuco, Sérgio Guerra declarou que o Governo do PT nunca foi capaz de assumir a responsabilidade de iniciar um debate sobre a reforma política; o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) classificou o discurso da presidente como “desatualizado”; já petistas como o senador Humberto Costa e o deputado federal Fernando Ferro saíram em defesa de Dilma e de suas propostas

Guerra e o pacto de Dilma: "Não bastam intenções"
Guerra e o pacto de Dilma: "Não bastam intenções" (Foto: JOSE CRUZ )


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

PE247 – Após a presidente Dilma Rousseff (PT) ter sugerido cinco pactos no encontro que teve com prefeitos e governadores como resposta às manifestações que ocorrem em todo o país há cerca de duas semanas, o deputado federal e presidente do PSDB me Pernambuco, Sérgio Guerra declarou que o Governo do PT nunca foi capaz de assumir a responsabilidade de iniciar um debate sobre a reforma política. Já o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) classificou o discurso da presidenta como “desatualizado”.  Por outro lado, o senador Humberto Costa (PT-PE) saiu em defesa da presidenta e disse que as críticas dos oposicionistas não têm fundamento. Já o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), defendeu a convocação de uma assembleia porque, segundo ele, “falta autoridade” ao Congresso Nacional.

Para Guerra, “não bastam intenções” para promover as mudanças exigidas pelos manifestantes que tomaram as ruas de várias capitais e cidades do interior. Além das críticas ao Governo Federal, ele também sugeriu a redução de 20 ministérios, que de acordo com o parlamentar, “não fazem nada” e propôs a realização de uma auditoria nos projetos da Copa do Mundo 2014. “É preciso providências, o governo precisa dar o exemplo”, disse. Quanto à reforma política, o tucano afirmou que “o governo tem maioria no congresso, mas nunca cuidou de liderar uma reforma política”.

Quem também proferiu críticas às propostas da presidenta foi o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos críticos mais ferrenhos do PT. “Ela está fazendo um discurso desatualizado para um País que pede mudança”, afirmou. De acordo com ele, no que diz respeito ao transporte público, por exemplo, o governo sugere mais investimentos no setor, mas desonerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para estimular o transporte individual.

continua após o anúncio

Sobre a reforma política, Jarbas criticou o Senado. “Eu apresentei uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) proibindo as coligações nas eleições proporcionais para acabar com a história da pessoa votar em João e eleger José. Ela foi aprovada na Câmara, na Comissão de Justiça e nenhum presidente que passou pelo Senado colocou isso em pauta”, afirmou o peemedebista.

Em contrapartida, o senador Humberto Costa (PT-PE) não vê fundamentos nas críticas da oposição. Segundo informações do Jornal do Commercio, o petista disse que é preciso tempo para as mudanças que visam tornar mais eficiente a prestação de serviços públicos. “O problema é que as coisas não ocorrem no ritmo que desejamos. Pegamos um País desorganizado e, para fazer a arrumação, demanda tempo. Temos avanços importantes nos últimos dez anos, como maior oferta de empregos e investimentos na educação. Agora, ainda há muito o que fazer. Temos uma herança de 500 anos de exclusão social”, pontuou.

continua após o anúncio

Já o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), ao comentar sobre a reforma política, disse que “o PT já tem ido às ruas colher as assinaturas desse projeto”. Na avaliação do petista, isso se faz necessário diante da “falta de autoridade do Congresso”.

A sugestão dos pactos veio após 1,25 milhão de pessoas tem ido às ruas de várias cidades brasileiras, na última quinta-feira (20), para protestar em favor de mais eficiência na execução das políticas públicas, cujo ponto de partido foi a redução das passagens de ônibus e melhoria no transporte público. No encontro que teve em Brasília (DF), com 27 gestores estaduais e 26 municipais, a presidente Dilma anunciou cinco pactos. O primeiro é o da Responsabilidade Fiscal, para retomar o crescimento econômico e controlar a inflação. Depois, vem o da Educação, que objetiva destinar 100% dos recursos dos royalties do petróleo e 50% do fundo do pré-sal para a educação.

continua após o anúncio

O terceiro pacto é do da Saúde, cuja finalidade é contratar médicos estrangeiros para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nas cidades do interior dos estados. Em meio à indignação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que não aprova a convocação de médicos vindos do exterior, a presidente disse que o Brasil é o país que menos emprega médicos estrangeiros. Segundo ela, o país tem 1,79% de mercado, enquanto Estados Unidos e Austrália têm 25% e 22%, respectivamente.

O quarto pacto é o da Reforma Política. Neste caso, a chefe do Executivo federal propôs a convocação de um plebiscito visando à autorização para uma Assembleia Constituinte para debater o tema e, também discutir a qualificação da corrupção como crime hediondo. Já o quinto pacto apresentado no encontro foi o do Transporte Público. Segundo a presidente, serão aplicados R$ 50 bilhões em obras de mobilidade urbana nas capitais brasileiras.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247