Guerra descarta aliança PSDB-PSB e detona Serra

O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), descartou a possibilidade de compor uma chapa com o PSB, que tem como potencial candidato a presidente da República em 2014 o governador de Pernambuco, Eduardo Campos;  por outro lado, o tucano defendeu a candidatura do socialista afirmando que “o PSB e Eduardo estão realmente consolidados”; ele também cobrou mais agilidade em torno da campanha do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e disse desconhecer os projetos do correligionário José Serra

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Leonardo Lucena_PE247 – O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), descartou a possibilidade dos tucanos comporem uma chapa com o PSB, que tem como potencial candidato a presidente da República em 2014 o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também dirigente nacional da sua legenda. Por outro lado, o tucano defendeu a candidatura do socialista, pois, na avaliação do parlamentar, é preciso “quebrar a monotonia desse PT que nos leva ao abismo”. “O PSB e Eduardo estão realmente consolidados”, afirmou. Ele também cobrou mais agilidade em torno da campanha do senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

Guerra cobrou, mais uma vez, a agilidade em relação ao início de campanha por parte do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo o parlamentar, se tiver de ocorrer prévias para definir quem será o candidato dos tucanos. “Eu defendo que ele (Aécio) inicie com brevidade e que haja uma presença mais nacional do PSDB”, disse o congressista após sair de um congresso em São Paulo.

O deputado chamou a atenção, mais uma vez, para a necessidade de Aécio Neves, nome mais cotado entre os tucanos para se candidatar a presidente nas próximas eleições, ter uma atuação mais incisiva e ganhar visibilidade. Para Sérgio Guerra, o senador deve buscar apoio político nacionalmente o mais rápido possível. “Não podemos esperar até a última hora”, declarou. “Eu defendo o nome do ex-governador (de Minas Gerais) Aécio Neves, que é o mais qualificado neste instante para ser pré-candidato. Temos chance de disputar a eleição e vencer”, acrescentou.

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Além disso, o parlamentar defendeu uma renovação no PSDB para desmistificar a tese de é um partido de “elite”. “Se temos quadros bons, de qualidade, melhor para nós. Mas que estejam integrados. Não tem que ter elite no PSDB. É preciso uma executiva nova no PSDB”, observou Guerra. Sobre o seu correligionário, o ex-prefeito de São Paulo, José Serra, candidato da legenda à Presidência em 2002, o parlamentar disse: “Não tenho ideia, imagino que ele tenha um projeto, mas eu não conheço”, declarou.  

Mesmo estando longe das próximas eleições presidenciais, a indefinição sobre a candidatura tucana expõe um “racha” entre o PSDB de Minas Gerais e de São Paulo.O fundador e dirigente do PSDB, Evandro Losacco, mostrou a sua insatisfação com tal “rivalidade”. “Eu estou incomodado com o discurso antipaulista criado nos últimos anos. São Paulo não é vingativo e não vamos fazer como Minas fez nos últimos anos, que não apoiou nosso candidato (José Serra)”, disparou. De qualquer maneira, é provável que Aécio Neves seja o candidato do PSDB e conta com um apoio de “peso”, que é o do principal integrante do partido, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sob o discurso de que a legenda precisa de uma renovação.

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Por sua vez, José Serra, que não disputou a prefeitura de São Paulo para tentar uma postulação rumo ao Palácio do Planalto, está com dificuldades de conseguir apoio político. Isso porque, além de enfrentar a resistência do PSDB de Minas Gerais somada às declarações de Guerra e FHC de que o partido necessita de uma renovação, o núcleo do PSDB paulista também se encontra dividido. Enquanto um grupo é ligado a Serra, o outro apoia a candidatura do atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que foi candidato em 2006 e perdeu no segundo turno para o ex-presidente Lula (PT).

Embora Aécio Neves e José Serra neguem publicamente que não existe um “racha” dentro da legenda, a declaração de Losacco reforça as divergências dentro do PSDB em meio à atuação cada vez mais “apagada” da oposição no plano nacional. Agora, se por um lado Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) já estão construindo um discurso mirando as eleições 2014, embora este último não tenha definido publicamente que rumo tomará no próximo ano, o PSDB ainda não conseguiu dar o primeiro passo para construir um discurso presidenciável e muito menos angariar apoio em torno do seu projeto político.

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