Guerra comanda barreira de proteção a Perillo

Presidente do partido, Sérgio Guerra diz que governador de Goiás tem o apoio dele, de Alckmin e de FHC: "Toda a chamada cúpula do PSDB está fechadíssima com o Marconi"; partido oficializa rede de proteção em entrevista coletiva

Guerra comanda barreira de proteção a Perillo
Guerra comanda barreira de proteção a Perillo (Foto: Edição/247)


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Goiás247 - O PSDB convocou para a tarde desta terça-feira (17) entrevista coletiva para tratar das recentes denúncias contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, divulgadas no fim de semana. Participam os líderes das bancadas tucanas na Câmara, Bruno Araújo (PE), e no Senado, Alvaro Dias (PR), o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), além de parlamentares do partido. Declarações de Bruno e de Guerra nesta manhã já indicam que o partido decidiu criar uma barreira de proteção ao governador goiano. A alegação tucana é de que, ao centrar fogo em Perillo, a CPMI, de maioria governista, tenta poupar aliados igualmente envolvidos em denúncias de envolvimento com os esquemas do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Pela manhã, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), líder do partido na Casa, disse que a comissão está focada no governador Perillo e que não cumpre efetivamente seu papel de investigar as ações do grupo de Carlinhos Cachoeira com outros agentes públicos. O parlamentar afirma que o direcionamento da CPMI é para atingir Perillo como um tribunal de exceção.

O parlamentar questiona os mecanismos da CPMI, utilizada apenas contra opositores do PT. "Digo isso porque, no momento em que o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira, invoca para si a prerrogativa de comunicar que o governador de Goiás está indiciado, que o governador está convocado, assistimos a um claro e absurdo direcionamento de quem — na formação de todos que estamos aqui, por mais posições políticas que tenhamos — precisa se resguardar, precisa se revestir da imparcialidade que as prerrogativas do cargo lhe atribuem".

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Pela manhã, Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, em entrevista a rádio CBN Anhanguera, de Goiânia, afirmou que todo o partido apoia Marconi, que estaria pagando o preço de ser um dos mais fervorosos opositores do PT. "O presidente do partido apóia o Marconi. O governador Geraldo Alckmin. Toda a chamada cúpula do PSDB está fechadíssima com o Marconi. Fernando Henrique Cardoso, todos nós somos solidários com Marconi. Não há dúvida: a gente sabe que o Marconi está pagando o preço da oposição. Ele é um forte oposicionista. Foi ele que disse ao Lula que tinha o mensalão. E o problema desse governo é o mensalão. Eles vão daqui 30, 60 dias estar denunciados aí pelo mensalão, porque fizeram corrupção".

Guerra alega que a Polícia Federal tem divulgado "versões como se fossem conclusões". Conforme o tucano, a PF já fez o mesmo com pelo menos 10 mil pessoas e jamais conseguiu provar suas declarações. Guerra chama de "espuma" a ação do PT em utilizar a Polícia Federal e a imprensa para atingir a imagem do governador de Goiás. "Espuma da oposição que não tem o que fazer. Que não faz obras, a economia está indo para o beleléu, a situação está fora do controle. Daqui há 30 dias eles estão no tribunal, denunciados como quadrilha, no Supremo Tribunal Federal. Essa é que é a verdade. Sobre nós, nada. Só especulação sobre o governador".

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