Grupos de defesa do consumidor devem prestar queixa contra reconhecimento facial do Facebook
As técnicas de reconhecimento facial são usadas pelo Facebook para ajudar a marcar amigos em fotos na plataforma de mídia social.
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(Reuters) - Um grupo de direitos civis e alguns de defesa do consumidor informaram nesta sexta-feira que vão prestar queixa junto à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) alegando que o uso de técnicas de reconhecimento facial pelo Facebook ameaça a privacidade dos usuários.
A rede social foi alvo de críticas após ter sido revelado que a consultoria política Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, teve acesso a dados pessoais de até 87 milhões de usuários de Facebook.
As técnicas de reconhecimento facial são usadas pelo Facebook para ajudar a marcar amigos em fotos na plataforma de mídia social.
“Escanear imagens faciais sem o consentimento afirmativo expresso é ilegal e deve ser intimado”, informou o Electronic Privacy Information Center (EPIC).
As pessoas podem escolher se permitem ou não essa tecnologia e podem mudar de opinião a qualquer momento. Quando alguém desativa essa função, não usamos a tecnologia para identificá-los na foto, disse o vice-chefe de privacidade do Facebook, Rob Sherman.
Em 2011, o Facebook encerrou uma disputa com o FTC sobre acusações relacionadas a privacidade, que foram levantadas pelo EPIC.
O EPIC e grupos de direitos do consumidor informaram nesta sexta-feira que o uso de ferramentas de reconhecimento facial pelo Facebook também viola os termos do acordo de 2011.
Por Muvija M
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