Grupo diz que projeto da "cura gay" é retrocesso
Após a aprovação do projeto intitulado "cura gay" na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o presidente da Grupo Gay de Alagoas, Nildo Correia, afirmou que o movimento LGBT está de luto em todo o país; "A homossexualidade não é uma doença, não tem cura, e esse projeto é uma vergonha", disse ele
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GazetaWeb - Após a aprovação do projeto intitulado "cura gay" na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o presidente da Grupo Gay de Alagoas, Nildo Correia, afirmou que o movimento LGBT está de luto em todo o país. Para ele, a aprovação do projeto na comissão representa um retrocesso para a sociedade. "A homossexualidade não é uma doença, não tem cura, e esse projeto é uma vergonha, um retrocesso para o país. A psicologia não é para curar a homossexualidade, mas para orientar, para dar apoio psicológico relacionado a questões emocionais", afirmou Nildo.
Da mesma forma que o integrante do Grupo Gay de Alagoas, o representante do Conselho Regional de Psicologia, Fabiano Leirias, também se posiciona contra o projeto e afirma que a homossexualidade não é uma doença. "O conselho está atento a toda tramitação. É grave que ele tenha sido aprovado na Comissão de Direitos Humanos, pois não há o que ser curado", avalia o psicólogo.
Segundo Fabiano, o projeto da "cura gay" visa sustar dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe o psicólogo de participar de qualquer ação que tenha o objetivo de curar a homossexualidade. Eles querem passar por cima do conselho. Receber um paciente que precisa de apoio psicológico por conta dos problemas enfrentados no dia a dia referentes à orientação sexual é diferente de recebê-lo para curar o que não é uma patologia", ressalta.
Ainda de acordo com Fabiano, existem psicólogos que acreditam na cura da homossexualidade. Na maioria dos casos, esses profissionais são ligados a questões religiosas, assim como acontece com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP).
Segundo Nildo Correia, o movimento nacional LGBT vai entrar com uma ação de inconstitucionalidade do projeto. Além disso, o grupo pretende, ainda, dialogar com o Senado Federal para que o projeto não seja aprovado. "Eu não acredito que esse projeto seja aprovado no Senado e nem que ele vá passar pela Comissão de Ética da Câmara. A psicologia deve ser para orientar e não para curar", destacou Nildo, relatando que o grupo LGBT fica desmotivado com esse tipo de iniciativa por parte dos parlamentares.
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