Greve Geral: Porto Alegre tem repressão e transportes funcionando

Ainda que as garagens de empresas de ônibus em Porto Alegre tenham sido bloqueadas por piquetes de trabalhadores nesta madrugada, a ação da Brigada Militar de desobstruir a saída dos veículos, através da Tropa de Choque, se fez sentir no Centro da cidade nesta manhã de greve geral convocada pelas centrais sindicais; trata-se de um protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência; o movimento de pedestres nas ruas do Centro Histórico, ainda que um pouco abaixo do normal, era claramente maior do que se verificou na última greve geral, no dia 28 de abril    

30/06/2017 - PORTO ALEGRE, RS - Centrais sindicais realizam caminhada durante dia da Greve Geral. Foto: Joana Berwanger/Sul21
30/06/2017 - PORTO ALEGRE, RS - Centrais sindicais realizam caminhada durante dia da Greve Geral. Foto: Joana Berwanger/Sul21 (Foto: Leonardo Lucena)


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Por Gregório Mascarenhas
Luís Eduardo Gomes

Sul 21

Ainda que as garagens de empresas de ônibus em Porto Alegre tenham sido bloqueadas por piquetes de trabalhadores nesta madrugada, a ação da Brigada Militar de desobstruir a saída dos veículos, através da Tropa de Choque, se fez sentir no Centro da cidade nesta manhã de greve geral convocada pelas centrais sindicais. Trata-se de um protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. O movimento de pedestres nas ruas do Centro Histórico, ainda que um pouco abaixo do normal, era claramente maior do que se verificou na última greve geral, no dia 28 de abril.

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Apesar do anúncio de adesão à paralisação por parte dos metroviários, o Trensurb também operou na Região Metropolitana. Às 6h30, com 17 dos 24 operadores, o trem passou a funcionar com frequência diminuída para sete minutos nos horários de pico e 15 nos demais em razão da falta de funcionários. No entanto, não houve formação de grandes filas de espera ao longo da manhã em razão da movimentação reduzida.

Não houve adesão, no caso do transporte rodoviários, do sindicato das categorias. Para impedir a saída dos veículos, entretanto, manifestantes trancaram a saída dos coletivos das sedes das empresas. Na Carris, por exemplo, chegou a haver bloqueio de um ônibus que tentou deixar a garagem; a BM, porém, desobstruiu o piquete com bombas de gás por volta das 5h30.

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Houve também diversos pontos de bloqueio nas ruas de Porto Alegre. A Bento Gonçalves foi trancada parcialmente por manifestantes que, empurrados pela tropa de choque, marcharam em direção ao Centro. A Avenida Farrapos, por sua vez, foi palco de uma caminhada organizada por centrais sindicais como a CSP-Conlutas, a CTB, a CUT e a Força Sindical. A Osvaldo Aranha, nos arredores do campus central da UFRGS, foi trancada por barricadas de madeira, ainda que por pouco tempo; um protesto com bloqueio também paralisou a Protásio Alves na altura da rua Antônio de Carvalho. Houve uma marcha de sindicalistas da Nova Central (NCST) que começou trancando a Ponte do Guaíba, pouco depois das 8h, e se dirigiu ao Centro pela Av. da Legalidade, obstruindo parcialmente a via. O Aeroporto Salgado Filho e a rodoviária — com atrasos pontuais de ônibus devido a barricadas em rodovias do interior — operaram normalmente.

A Brigada Militar confirmou que três homens foram presos durante os protestos desta manhã na Capital, todos eles participavam do protesto diante da garagem da Carris. Dois deles foram detidos por depredarem um ônibus que tentava sair da garagem e outro por disparar rojões contra a BM. Segundo a polícia, ele estava com vários rojões e pedras na mochila. Eles foram encaminhados para a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), no bairro Santana.

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Também chegou a ser noticiado por uma rádio da Capital que uma pedra atirada por um manifestante teria causado o choque de um ônibus contra um poste na Av. Wenceslau Escobar, na zona sul. No entanto, de acordo com o tenente-coronel Jeferson Jacques, comandante do policiamento da Capital, a BM não encontrou a suposta pedra nem marcas na carroceria e na vidraça. Também não há informações de que um protesto ocorria no local no momento do acidente. O cobrador do coletivo ficou ferido e encaminhado para o HPS.

O SindBancários convocou adesão à greve, mas ainda não há informações sobre como a paralisação afetará as agências. Também foi convocada paralisação dos servidores estaduais e municipais, especialmente na área da educação. A paralisação também afetou a UFRGS, com protestos nos Campus Central e do Vale, ESEF e na Saúde. Sobre a educação básica e ensino médio ainda não há número de escolas afetadas, mas a adesão é bem menor do que no dia 28 de abril.

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