Greve em Suape continua e BPChoque é acionado

A greve dos 55 mil operários da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS), ambas localizadas no Complexo de Suape, vai continuar mesmo com uma decisão da Justiça do Trabalho considerando o movimento ilegal; a decisão de manter o movimento foi tomada, hoje pela manhã, em assembleia realizada pelos trabalhadores; na ocasião houve tumulto no canteiro de obras da Rnest  e o Batalhão de Choque (BPChoque) foi acionado e utilizou balas de borracha para conter os ânimos

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Leonardo Lucena_PE247 – A greve dos 55 mil operários da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS), ambas localizadas no Complexo Industrial Portuário de Suape, continua. A decisão de manter o movimento foi tomada, hoje pela manhã em assembleia realizada pelos trabalhadores. Na ocasião houve tumulto no canteiro de obras da Rnest  e o Batalhão de Choque (BPChoque) foi acionado e utilizou balas de borracha para conter os ânimos. Como a categoria não voltou às atividades hoje (14), o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem (Sintepav-PE) deve pagar multa diária de R$ 5 mil por determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 6 ª região (TRT-PE), que declarou a paralisação abusiva.

“Temos uma cláusula que dá direito aos trabalhadores de receberem equiparação salarial. Os representantes (da classe patronal) virão que não tinham condição de arcar porque a custo é alto e resolveram equiparar os salários”, afirma o presidente do Sintepav-PE, Aldo Amaral. Os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado no último dia 30 reivindicando igualdade salarial e, agora, também pedem abono dos dias parados.

O Sintepav-PE elaborou uma nota na qual afirma que se os pedidos dos trabalhadores não forem atendidos, mesmo com a declaração de abusividade da greve por parte do tribunal, a categoria continuará reivindicando a equiparação salarial. “O TRT julgou a greve abusiva, mas, isso não resolve o problema, objeto que fez a greve começar, que é o pagamento da equiparação salarial, o qual vamos cobrar em ações de cumprimento de convenção coletiva de trabalho, que serão impetradas nas varas do trabalho do município de Ipojuca-PE”, diz o texto.

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Por outro lado, a advogada do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinicon), Margereth Rubem, reafirma que a classe patronal está disposta a negociar todas as reivindicações dos operários, inclusive o abono dos dias de paralisação.

As dificuldades para se chegar a um acordo que ponha fim a paralisação são tantas que até o ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT), veio ao Recife para mediar o conflito no último dia 10. Apesar do empenho pessoal do ministro, ele não teve sucesso na empreitada. Na ocasião, também estiveram presentes ao encontro o presidente nacional da Força Sindical e deputado federal por São Paulo, Paulo Pereira da Silva, além de representantes das classes patronal e trabalhadora.

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