Greve de operários em Suape perde força

A greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS) perdeu força; mais da metade dos 55 mil operários dessas duas obras se desligaram do movimento grevista; uma reunião dos trabalhadores com o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que deveria ter acontecido ontem, em Brasília, não ocorreu pela falta de propostas que pudessem colocar fim ao impasse

Greve de operários em Suape perde força
Greve de operários em Suape perde força (Foto: (457)João Carlos Mazella / Foto)


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PE247 – A greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS) perdeu força. Mais da metade dos 55 mil operários dessas duas obras se desligaram do movimento grevista, sob a alegação de que estariam sofrendo ameaças de perder o emprego. Uma reunião dos trabalhadores com o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que deveria ter acontecido ontem, em Brasília, não ocorreu pela falta de propostas que pudessem colocar fim ao impasse.

A advogada do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinicon), Margareth Rubem, disse que 70% dos funcionários retomaram as atividades. No entanto, mesmo com a situação esfriando, o Batalhão de Choque está sendo acionado para evitar qualquer transtorno.

Depois de fracassada as tentativas de negociações entre as classes patronal e trabalhadora, esta representada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem de Pernambuco, (Sintepav-PE), foi realizada ontem (20) uma assembleia em Brasília. O objetivo foi resolver o impasse, porém, não há indícios de avanço nas negociações até o momento.

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Assim como em agosto, desta vez foi necessário intervenção nacional para acabar com a greve, tendo à frente o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, deputado federal por São Paulo, e o ministro do Trabalho, Brizola Neto, ambos do PDT.

Os trabalhadores reivindicam equiparação salarial para os que exercem a mesma função mesmo estando lotados em empresas diferentes. Alguns deles afirmaram que a variação dos salários chega a 47%. Não se sabe quando a greve terminará por completo, mas o fato é que o Sintepav não se mostra disposto retomar os trabalhos sem que a categoria tenha as reivindicações atendidas. O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região (TRT-6) declarou a ilegalidade da paralisação e, agora, o rumo das mobilizações da categoria segue indefinido.

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