‘Governo Temer só pensa na matemática’, diz peemedebista
Ao criticar o corte de R$ 42 bilhões do orçamento da União, o deputado federal Fábio Ramalho (PMDB-MG) bateu duro no governo Michel Temer; “O governo pensa na matemática, mas somos nós que pensamos nas demandas do povo”; parlamentar, que tem tido uma relação de altos e baixos com o governo, também afirmou que houve interferência do Poder Executivo no Legislativo com o bloqueio das emendas parlamentares, o que deve ser evitado em uma democracia. “Somos um poder independente e temos que ser ouvidos pelo Executivo. Não dá para ficar sentado esperando para ver o que o Executivo manda, na hora que ele bem entender”, disparou
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Minas 247 - “O governo pensa na matemática, mas somos nós que pensamos nas demandas do povo. Nós lidamos com as melhorias que as pessoas cobram em seus municípios e que não podem ficar sempre sendo adiadas. Queremos discutir com o Planalto esse corte e tentar rever alguns pontos”, afirmou o deputado federal Fábio Ramalho (PMDB-MG), em referência ao corte de R$ 42 bilhões no orçamento anunciado pelo governo de Michel Temer para tentar reduzir o rombo nas contas públicas. A medida afetou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perdeu R$ 10,5 bilhões dos recursos previstos para 2017, quase um terço dos R$ 36 bilhões reservados para o programa. As emendas parlamentares, usadas por senadores e deputados para atender demandas em suas bases eleitorais, tiveram bloqueio de R$ 10,9 bilhões.
De acordo com o parlamentar, quem tem tido uma relação de altos e baixos com o governo, os bloqueios das emendas representam uma interferência do Poder Executivo no Legislativo, o que deve ser evitado em uma democracia. “Somos um poder independente e temos que ser ouvidos pelo Executivo. Não dá para ficar sentado esperando para ver o que o Executivo manda, na hora que ele bem entender”, disparou. As entrevistas foram publicadas no Estado de Minas (veja aqui).
O deputado federal Reginaldo Lopez disse que “esse governo é totalmente contraditório”. “A chance de gerar empregos e aumentar o consumo das famílias são os investimentos públicos. Infelizmente, Temer parou o país e o resultado é mais desemprego e redução de renda dos trabalhadores”, criticou Reginaldo Lopes (PT-MG).
O Ministério dos Transportes e do Planejamento não informou quais obras serão afetadas diretamente pelo corte no orçamento. Segundo a pasta, os órgãos responsáveis pelo PAC farão análises internas para ver quais ações terão verbas contingenciadas.
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