Governo tem que fazer concessões para manter base fiel no Legislativo

Afirmação é do jornalista Diógenes Brayner; segundo ele, "à exceção de deputados que integram o partido do governador, os demais não dão apoio e voto se não participarem diretamente da administração"; diz inclusive que "um deputado aliado está com o pé direito na oposição, expandindo as conversas e dando sinais claros de que já chegou ao seu limite"; para Brayner, "há necessidade de muita conversa com deputados e definições que possam dar tranquilidade ao pleito proporcional que enfrentarão no próximo ano"

Governo tem que fazer concessões para manter base fiel no Legislativo
Governo tem que fazer concessões para manter base fiel no Legislativo


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Sergipe 247 - Os deputados que dão hoje sustentação ao Governo do Estado na Assembleia Legislativa defendem, de modo unânime, o nome do vice-governador Jackson Barreto (PMDB) para a sucessão eleitoral de 2014, no entanto "o Governo tem que fazer concessões para conseguir manter uma bancada fiel no legislativo". "À exceção de deputados que integram o partido do governador, os demais não dão apoio e voto se não participarem diretamente da administração". Esta análise é feita pelo jornalista Diógenes Brayner, que escreve sobre o tema na edição desta quinta-feira (6) do jornal Correio de Sergipe.

Confira o artigo na íntegra:

FALTA CONVERSA

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É conversa repetida e sempre desmentida, ou mal explicada. Há necessidade de um bom par de óculos para enxergar mais profundo, nos gestos minuciosos, que a bancada do Governo na Assembleia Legislativa não está satisfeita. Um exemplo rápido: os quatro deputados do PT não se afinam em certas ações políticas. Nada que atrapalhe a fidelidade à legenda, mas que pode confrontar com projetos do Executivo ao qual integram.

A eleição para conselheiro do Tribunal de Contas, que elegeu a deputada Susana Azevedo (PSC), mesmo com a retirada da bancada governista e com os discursos que foram feitos, também demonstrou que há mágoas entre parlamentares que integram a base aliada.

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No almoço que houve com o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) ficou certo que toda a bancada estaria presente na hora da votação, porque ainda estava para decidir se seria pelas velhas ou novas regras. Quando foi decidida a votação secreta com maioria simples, realmente a bancada deixou o plenário. Mas só haviam sete parlamentares, que nada acrescentariam.

Vou repetir aqui as causas das ausências, segundo informações de parlamentares da base aliada. O deputado Luís Mittidieri, que sempre atuou com independência na Casa, faltou [como fez na primeira eleição] contrariado porque o filho, Fábio Mittidieri (PSD), ainda não fora chamado para ocupar uma Secretaria de Estado.

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A deputada Ana Lúcia (PT) tinha compromissos com o Sintese de não votar no candidato indicado pelo Governo – Belivaldo Chagas – e cumpriu tudo seguindo régua e compasso dos professores, que são a sua base eleitoral. Já a deputada Conceição Vieira (PT) também esteve ausente pela segunda vez. Presume-se que ela preferiu acompanhar velório e sepultamento do prefeito de Japaratuba, padre Gerard Olivier (PT).

Em total respeito ao estado de saúde do governador Marcelo Déda (PT), que passa por sessões de radioterapia no Sírio Libanês, em São Paulo, nada deve acontecer politicamente em sua ausência. Jackson Barreto, que assume temporariamente o Governo, tem agido com responsabilidade e prudência, para dar continuidade à administração, resolvendo problemas imediatos e inadiáveis.

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Não ultrapassa limites...

Mas uma coisa incomoda deputados da base aliada: a ausência de mobilização política. E o que se sugere? Uma conversa definitiva sobre problemas regionais que podem permanecer insolúveis se não houver sinais de abertura do diálogo.

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O PSD quer se ver representado na parte que lhe cabe no Governo e lideranças regionais, como os ex-prefeitos de Itabaiana, Luciano Bispo (PMDB), e de Lagarto, Valmir Monteiro (PSC rumo ao PROS), também estão no aguardo de pelo menos uma boa conversa.

Percebe-se que o Governo tem que fazer concessões para conseguir manter uma bancada fiel no Legislativo. À exceção de deputados que integram o partido do governador, os demais não dão apoio e voto se não participarem diretamente da administração. Em Sergipe, um deputado aliado está com o pé direito na oposição, expandindo as conversas e dando sinais claros de que já chegou ao seu limite.

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A oposição o olha com desconfiança...

Em um projeto a bancada governista está unida e unânime: apoio integral ao nome de Jackson Barreto à sucessão de Marcelo Déda em 2014. Na questão política há necessidade de muita conversa e definições que possam dar tranquilidade ao pleito proporcional que enfrentarão no próximo ano.

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E há muito o que acomodar e decidir como por exemplo o caso de Lagarto, em que tanto a oposição quanto a situação no município apoiam o mesmo candidato ao Governo. Está intrincado e se forma um quebra-cabeça gigante para se montar sem errar um único encaixe.

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