Governo lança 5 cultivares de soja adaptados

Variedades são resultado de parceria entre Emater-GO, Embrapa, CTPA e a Secretaria Estadual de Agricultura. Foram dez anos de pesquisa para a criação das cinco novas sementes, sendo duas tradicionais e três transgênicas

Governo lança 5 cultivares de soja adaptados
Governo lança 5 cultivares de soja adaptados (Foto: )


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Goiás247_ O governo do Estado lançou, na manhã desta quarta-feira, cinco novas cultivares de soja, resultado de parceria entre a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Centro Tecnológico para Pesquisa e Agropecuária (CTPA), e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro). Foram dez anos de pesquisa para a criação das cinco novas variedades da soja, sendo duas tradicionais e três transgênicas. O governador Marconi Perillo, que presidiu a solenidade, disse que o governo trabalhará, nos próximos dois anos, estimulando a pesquisa agropecuária, para que Goiás suba da terceira para a segunda posição na produção de soja, que corresponde, hoje, a 31,7% da exportação goiana.

Segundo o presidente da Emater, Luiz Humberto Guimarães, as novas variedades são mais fáceis de ser produzidas, também resistentes a pragas e o tempo de cultivo é menor, o que possibilita haver a segunda safra. São sojas vocacionadas para o clima e o solo do Cerrado e serão produzidas na próxima safra de 2012. Essas novas cultivares aumentarão entre 5 e 15% a produtividade para o produtor goiano. Goiás é hoje o terceiro maior produtor de soja do país, e o Brasil, o segundo no mundo. O Estado tem área cultivada de 2,6 milhões de hectares e produz 8,3 milhões de toneladas de soja por ano, somando recursos de R$8,2 bilhões por ano. Serão sete milhões de quilos de sementes das novas cultivares para a safra de 2012.

Ao saudar os pesquisadores, o governador lembrou a importância da soja para o desenvolvimento da economia goiana e disse que o governo dará sustentação para que novas pesquisas sejam realizadas, no intuito de valorizar o setor agrícola, responsável por 65% das exportações e pela sustentação do PIB de Goiás. “É, portanto, fundamental para o nosso desenvolvimento. E a soja, que já representa 31% da nossa produção, também será importante para chegarmos aos 20 milhões de toneladas na safra 2012/2013. Investir em novas pesquisas e em novas cultivares é fundamental se quisermos chegar ao topo da produção de soja e de alimentos”, disse.

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Marconi disse ainda que o governo, junto com os pesquisadores, tem preparado uma espécie de Raio-X do que ainda precisa ser feito na área de irrigação, de pesquisa e de defesa agropecuária, de forma que o Estado dê condições para que esses órgãos “caminhem com as próprias pernas e atinjam seus objetivos”. E acrescentou: “Mas muitas outras parcerias estão sendo feitas em nível de Estado com o Governo Federal, e o mais importante é que para esses novos cultivares de soja tivemos uma Parceria Público-Privada. Os produtores de soja também estão colaborando com o Estado através de recursos financeiros para atingirmos esse estágio de desenvolvimento da pesquisa. Temos o interesse grande também de alocar dinheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeg), para pesquisas novas na área agropecuária”.

Ele disse que foram investidos, nesses dois anos, R$ 100 milhões em pesquisas no Estado. “É o maior volume em investimentos e pesquisas já realizado aqui. Meu pedido é que direcionemos também uma parte expressiva desses recursos para o agronegócio”, afirmou e, em seguida, apontou o efeito desses investimentos: “O resultado é o aumento de produção, e produzir mais em menos áreas. Assim, chegaremos pelo menos ao segundo lugar em produção de soja e de alimentos no País. Não estamos distantes disso”, afirmou.

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A expectativa do governo, segundo Marconi, é que Goiás alcance, na próxima safra, 20 milhões de toneladas de soja. Ele disse que comemora os estudos obtidos até o momento que culminaram na criação das novas cultivares porque, historicamente, a produção agrícola alimentícia em Goiás sempre correspondeu a aproximadamente 10% da safra brasileira. “Pela primeira vez, tivemos um deslocamento desse porcentual, saltando para 13,5% da safra brasileira. Isso se deve à criação de novas cultivares, da aplicação das novas tecnologias, não só na agricultura, com o advento de tecnologias novas, mas de equipamentos”, explicou.

Para tanto, disse que além do investimento em pesquisas e novas tecnologias, o governo continuará a investir em infraestrutura, a fim de continuar também crescendo acima da média brasileira. “Para os próximos dois anos, vamos disponibilizar R$ 100 milhões em pesquisa”, anunciou, e pediu à Fapeg que valorize cada vez mais a pesquisa agropecuária,  apoiando, com a ajuda do governo do Estado, os pesquisadores.

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Luiz Humberto lembrou, em discurso, que o governo tem sido grande parceiro na área da pesquisa e que, por isso, foi possível chegar a essas novas variedades da soja. O presidente do CTPA, José de Fava Neto, atribuiu o crescimento do produto também às inovações tecnológicas. Participaram da solenidade, ainda, o chefe-geral da Embrapa, Pedro Machado, o secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha, o deputado estadual Hélio de Sousa, reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira, além de representantes do setor agrícola, empresarial e de pesquisas.

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