Governo francês quer vetar compra de empresas de dados e inteligência artificial por estrangeiros

O governo francês tipicamente tem participações em grandes empresas e indústrias nacionais que considera terem importância estratégica para o país.

Governo francês quer vetar compra de empresas de dados e inteligência artificial por estrangeiros
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(Reuters) - O governo francês pretende ampliar seus poderes para bloquear aquisições estrangeiras de empresas francesas consideradas estratégicas, para incluir também companhias envolvidas em proteção de dados e inteligência artificial (“IA”), informou o ministro das Finanças na sexta-feira.

Bruno Le Maire disse que quer incluir os dois setores em um decreto de 2014 exigindo que empresas estrangeiras obtenham permissão do Estado francês antes de assumir o controle de grupos nas indústrias de energia, telecomunicações, transportes, água e saúde.

“Eu acho que quando você olha as tendências econômicas atuais, há um certo número de setores que poderiam ser adicionados a este decreto”, disse Le Maire na BFM TV.

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“Estou pensando em tudo que trata de dados pessoais. Realmente queremos que os investidores comercializem nossos dados? Estou pensando em inteligência artificial, um setor muito sensível em que queremos mais investimento”, acrescentou.

O governo francês tipicamente tem participações em grandes empresas e indústrias nacionais que considera terem importância estratégica para o país.

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Governos passados falavam frequentemente sobre o bloqueio de fusões consideradas hostis aos interesses das principais indústrias nacionais, embora poucas tenham sido efetivamente vetadas.

Durante uma viagem à China no início desta semana, Le Maire disse que anunciaria os planos na próxima segunda-feira para reforçar o decreto de 2014, que já ampliou o controle do governo sobre fusões consideradas de interesse nacional.

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Esse decreto foi lançado por um governo socialista anterior, quando a General Electric estava buscando comprar os ativos de energia do grupo francês Alstom. O acordo acabou sendo concluído com a benção do governo.

Por Myriam Rivet

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