Governador do Ceará, petista Camilo Santana pede união da esquerda

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), pediu "maturidade" e "união" da esquerda e centro-esquerda para a sucessão presidencial em 2018, preferencialmente com o lançamento de uma candidatura única; afilhado político dos irmãos Ciro e Cid Gomes, Santana apoia a construção de uma frente para aglutinar partidos como PT, PCdoB, PDT, PSB e Psol e evitar a pulverização de candidatos dessas legendas

Camilo Santana, governador eleito pelo estado do Ceará. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil) - Assuntos: Ceará, Camilo Santana, Eleições 2014
Camilo Santana, governador eleito pelo estado do Ceará. ( Marcelo Camargo/Agência Brasil) - Assuntos: Ceará, Camilo Santana, Eleições 2014 (Foto: Giuliana Miranda)


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Ceará 247 - Afilhado político dos irmãos Ciro e Cid Gomes, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), defende a "maturidade" e "união" da esquerda e centro-esquerda para a sucessão presidencial em 2018, preferencialmente com o lançamento de uma candidatura única.

Camilo apoia a construção de uma frente para aglutinar partidos como PT, PCdoB, PDT, PSB e Psol e evitar a pulverização de candidatos dessas legendas. Para o governador petista, a esquerda precisa estar coesa e preparada para enfrentar uma eventual "candidatura Trump", devido ao descrédito da classe política junto à boa parte da população.

No começo do ano, o governador apoiou o lançamento da pré-candidatura do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, hoje no PDT. Na semana passada, no entanto, em evento do PT do Ceará, o petista disse que o nome do partido para 2018 é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador evita declarar quem apoiará se o petista e o pedetista forem lançados em 2018, mas reforça a defesa por uma candidatura única, apoiada tanto por Lula quanto por Ciro.

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"A esquerda e a centro-esquerda precisam ter muita maturidade nesse momento, e construir o diálogo e um projeto unificado", diz ao Valor. "É preciso reunir esforços e construir um projeto".

O governador afirma que o PT não tem outro nome que não seja o de Lula, apesar de a direção do partido discutir, nos bastidores, quem poderá ser lançado caso a candidatura de Lula seja inviabilizada pela Justiça. No comando de um dos Estados em que o PT obteve grande votação nas últimas disputas presidenciais, Santana reconhece que a alta rejeição à legenda, sobretudo depois dos escândalos divulgados na Operação Lava-Jato, deve prejudicar os candidatos petistas em 2018, mas pondera que a sigla ainda tem a maior aceitação.

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As informações são de reportagem de Cristiane Agostine e Sergio Lamucci no Valor.

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