“Gostaria de votar em Dilma”, diz senador Valadares, do PSB

Ele defende a manutenção da aliança com o PT e critica a antecipação do debate eleitoral; senador sugere que PMDB abra mão da vice, colocando Michel Temer para disputar o Governo de São Paulo, o que colocaria Eduardo Campos como o candidato a vice, com Dilma em 2014; “Disse a Eduardo que este ano é para ajudar Dilma e só ano que vem discutir candidatura. Essa antecipação pode provocar um rompimento com o Governo e, querendo ou não, haverá esfriamento nas relações entre o Governo Federal e os estados e municípios administrados pelo PSB", previne

“Gostaria de votar em Dilma”, diz senador Valadares, do PSB
“Gostaria de votar em Dilma”, diz senador Valadares, do PSB


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Valter Lima, do Sergipe 247 – O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) afirmou na manhã desta quarta-feira (6), em entrevista de rádio, na Megga FM, em Aracaju, que, caso o partido decida pela candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a presidente da República, ele acompanhará a decisão da legenda, mas afirmou que “gostaria de votar em Dilma e dar mais um mandato a ela”. Ele defendeu que o PMDB lance o vice-presidente Michel Temer como candidato a governador de São Paulo e que Campos seja o novo vice de Dilma na chapa de 2014.

“Caso o partido decida por candidatura própria, eu acompanharei o partido, mas gostaria de votar em Dilma e dar mais um mandato a ela. Dilma está fazendo um bom governo, trabalha com muita firmeza e galhardia, combatendo a pobreza, concedendo aquilo que municípios estão esperando que é a revisão do Fundo de Participação dos Municípios. Seria bom que déssemos mais uma oportunidade a Dilma”, afirmou.

Para Valadares, a antecipação do debate sobre candidaturas poderá prejudicar Pernambuco e outros Estados e municípios administrados pela sigla. “Eu disse a Eduardo que este ano é para ajudar Dilma e só ano que vem discutir candidatura. Essa antecipação pode provocar um rompimento com o Governo e, querendo ou não, haverá esfriamento nas relações entre o Governo Federal e os estados e municípios administrados pelo PSB”, disse.

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Neste sentido, o senador ressaltou que trabalha para permanecer na aliança e vê como opção para o grupo o PMDB abrir mão da vice-presidência, hoje ocupada por Michel Temer, que disputaria o Governo de São Paulo. Em seu lugar seria colocado Eduardo Campos. “O PMDB já tem a presidência do Senado e da Câmara. Seria uma chapa, da mais alta qualificação, não significando dizer que Michel Temer também não seja, já que ele é um grande brasileiro, mas ele poderia ser candidato a governador de São Paulo com o apoio de Dilma e Lula. E Eduardo ser o vice. Mas tudo isso é para ser discutido no próximo ano e estou falando no campo das hipóteses, não sei nem se Eduardo quer ser vice de Dilma”, afirmou.

O senador frisa que “Eduardo é ponderado, equilibrado e inteligente” e não tomará nenhuma decisão impensada, mesmo com a pressão dentro da sigla. “Há pessoas dentro do PSB nacional que pregam a candidatura de Eduardo, como Beto Albuquerque, que é candidato a governador do Rio Grande do Sul, e pra ele seria bom Eduardo candidato a presidente”, disse.

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Valadares é tido com um nome natural a disputa do Governo de Sergipe, caso o PSB lance a candidatura de Eduardo Campos. Ele, no entanto, diz que prefere manter a aliança com o PT (que governa o Estado, com Marcelo Déda) e com o PMDB, que deverá lançar o atual governador do Estado, Jackson Barreto, à sucessão estadual.

“Atualmente, tudo não passa de especulação. O grupo permanece unido. Posso dizer que, do fundo do meu coração, da minha alma, o que desejo é que se mantenha assim. Se Eduardo Campos for candidato, vai contribuir para desmoronamento desse grupo e eu torço para que isso não ocorra. O candidato é Jackson e só numa situação excepcional – e eu não sei que situação seria essa – é que eu seria candidato. Por isso, na semana passada, eu falei por telefone com Eduardo Campos sobre essas dificuldades de Sergipe”, ressaltou.

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Valadares afirmou ainda que uma candidatura de governador “é muito séria”. “Ou você tem apoio político e estrutura partidária forte para ser competitivo ou vai apenas marcar posição e eu não tenho porque marcar posição”, ponderou ele.

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