Goiás quer devolução de território hoje com Bahia

Após reunião com ministro Luiz Fux, governadores de Goiás, Marconi Perillo, do Tocantins, Siqueira Campos, da Bahia, Jaques Wagner, e do Piauí, Wilson Martins, concordaram em realizar reuniões entre si a fim de solucionar controvérsias territoriais objetos da Ação Cível Originária (ACO) 347. O governador goiano afirma que perícia feita pelo Exército dá a Goiás 90 mil hectares de terras produtivas atualmente incorporadas à Bahia

Goiás quer devolução de território hoje com Bahia
Goiás quer devolução de território hoje com Bahia (Foto: Lailson Damasio )


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Goiás247_ Em audiência de conciliação realizada na terça-feira (13) no gabinete do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, os governadores dos Estados da Bahia (Jacques Wagner), Goiás (Marconi Perillo), Tocantins (Siqueira Campos) e Piauí (Wilson Martins) concordaram em realizar reuniões entre si a fim de solucionar as controvérsias relativas às divisas territoriais objeto da Ação Cível Originária (ACO) 347, em trâmite no STF. Em razão de acordo parcial, o processo fica extinto em relação ao Estado de Minas Gerais.

O governador Perillo disse em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira que há dez anos o Governo de Goiás pagou o Exército Brasileiro para realizar um trabalho de demarcação do território goiano. O trabalho foi concluído no ano passado. A perícia feita pelo Exército dá o direito ao Estado ter acesso a mais de 90 mil hectares de terras produtivas no Nordeste goiano, na divisa com a Bahia.

A audiência foi convocada pelo ministro Fux, relator da ação, a fim de abrir o processo de mediação do conflito. A ACO foi ajuizada em 1986 pelo Estado da Bahia, visando à determinação e à demarcação da divisa com o Estado de Goiás e, a partir de 1989, também com o Estado de Tocantins, tendo como litisdenunciados os Estados de Minas Gerais e Piauí.

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“Na atual fase do processo, existe não apenas a possibilidade de acordo como também a predisposição das partes na obtenção de uma resolução pacífica do conflito”, afirmou o ministro. Segundo ele, “há uma nítida zona de acordo possível capaz de beneficiar todas as partes da ação”, o que permitiu dar início ao processo de mediação.

Ao fim da audiência, as partes concordaram que o ponto de trijunção das fronteiras dos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia está situado entre as bacias dos rios Tocantins e São Francisco, no seu entroncamento com o espigão divisor de águas que se estende a partir das cabeceiras do rio Cariranha, afluente do São Francisco. Partindo desse pressuposto, os estados realizarão reuniões separadas (Bahia e Goiás, Tocantins e Piauí), para debater o tema.

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Demarcações provisórias

Em 2005, o então relator da ação, ministro Eros Grau (aposentado), deferiu parcialmente medida liminar requerida pelo Estado da Bahia para sobrestar os efeitos das decisões proferidas nas instâncias inferiores sobre a situação nas áreas da região. A liminar determinou que os Tribunais de Justiça dos Estados da Bahia, Goiás e Tocantins suspendessem a execução de sentenças de mérito e acórdãos não transitados em julgado, sobrestando-os até o julgamento do mérito da ACO 347 pelo STF. Os casos de urgência deveriam ser decididos com base nos limites territoriais atualmente demarcados, constantes de cartas arquivadas no IBGE.

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Enquanto as negociações paralelas se desenvolverem, os estados também irão respeitar as demarcações feitas pelo IBGE que já constam dos autos. “Com isso, vamos evitar conflitos de decisões judiciais e a atuação simultânea de várias autoridades policiais que geram potencialmente uma situação de conflito perigosa, e ainda transmitir segurança jurídica para os cidadãos dessas localidades”, assinalou o ministro Luiz Fux.

Segundo o ministro, os governadores se mostraram dispostos a promover alterações nos limites territoriais, guardadas as ressalvas em relação a eventuais prejuízos econômicos, que serão também mensurados. “Temos absoluta certeza de que vamos resolver esse processo de maneira consensual com todos os estados envolvidos”.

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Na coletiva, Perillo antecipou que a próxima audiência no STF será no dia 13 de dezembro, quando espera que seja assinada a homologação de um acordo definitivo com o Governo da Bahia, permitindo que Goiás assuma de vez “o que pertence ao nosso Estado.” 

(Com informações do STF Notícias)

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