Goianos vão depor e Perillo volta a ser alvo
Pivô da negociação da casa do governador onde Carlinhos Cachoeira foi preso e do depósito de dinheiro de possível caixa 2 para o jornalista Luiz Carlos Bordoni, Lúcio Fiúza vai depor na CPI. Bordoni e Andressa, mulher do contraventor, também
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Goiás 247 – Depois de dar show no depoimento prestado à CPI mista do Cachoeira em Brasília na terça, 12, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), imaginava estar livre de complicações. Chegou a comemorar. Não está. Nesta quinta, 14, novos fatos na comissão mostraram que ele continua como alvo direto, e que não vão lhe dar sossego.
Foram convocados nomes-chave para se conhecer a verdade sobre detalhes envolvendo o governador, como a venda da casa. Na lista estão o jornalista Luiz Carlos Bordoni – que acusou em entrevista ao Estado de S. Paulo ter recebido dinheiro de caixa 2 direto de Marconi – e o ex-assessor especial Lúcio Fiúza Gouthier. A data dos depoimentos não foi marcada ainda.
Lúcio teria participado da venda da casa do tucano para Cachoeira e, também, depositado dinheiro para o jornalista. Isso, mais a quebra de seu sigilo telefônico e bancário, pode mostrar que o governador de fato nada tem a ver com as acusações feita a ele, mas pode também trazer elementos novos que liguem os pontos solto. Neste caso, sua situação voltaria a ficar fragilizada.
Também foi autorizada a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lúcio Fiúza, Alcino de Souza, Rubmaier Ferreira de Carvalho e André Teixeira Jorge. E convocados:
- Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça
- Hilner Ananias, ex-assessor especial de Demóstenes Torres
- João Furtado de Mendonça Neto, atual secretário de Segurança Pública de Goiás
- Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador das supostas empresas de fachada de Cachoeira
- Ana Cardozo de Lorenzo, beneficiária de um depósito feito por uma empresa de fachada do grupo
- Aredes Correia Pires, ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás
- Alexandre Milhomem, arquiteto responsável pelo projeto da casa de Marconi Perillo
- Alcino de Souza, policial civil aposentado que abriu uma empresa que teria sido usada pelo esquema de Cachoeira.
Mais informações:
247 – Liderados pelo PT, os parlamentares da CPI do Cachoeira optaram por poupar, por enquanto, Fernando Cavendish, o dono da empreiteira Delta, um dos pilares do esquema Cachoeira, e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, que vem desafiando a comissão a convocá-lo.
Foi em votação simbólica, ao fim da audiência desta quinta-feira, que a comissão aprovou a convocação de pessoas citadas nas investigações das operações Monte Carlo e Vegas, da Polícia Federal, que revelaram a atuação do bicheiro com políticos e empresários. A data para cada depoimento ainda será definida pelo presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB).
A comissão ainda aprovou a quebra dos sigilos da empresa de confecções Excitant, que emitiu os três cheques, no total de R$ 1,4 milhão, usados no pagamento da venda da casa de Marconi, onde Cachoeira foi preso em fevereiro. As empresas Rental Frota Logística, GM Comércio de Pneus e Peças, Faculdade Padrão e Mestra Administração e Participações também tiveram seus sigilos quebrados. Também foram quebrados os sigilos fiscal, bancário e telefônico de outras quatro empresas.
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