Gilmar dá mais 60 dias para PF concluir investigação sobre Aécio
A PF investiga o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em supostas irregularidades em Furnas, subsidiária da Eletrobras em Minas Gerais; as apurações investigações estão sendo realizadas no âmbito da Operação Lava Jato; o tucano é suspeito de ter recebido propinas, por intermédio do ex-diretor da empresa Dimas Toledo, a partir de recursos desviados em contratos com empresas terceirizadas; em delação premiada, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse ao MP que o parlamentar foi beneficiário de um "grande esquema de corrupção" na estatal Furnas
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Minas 247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu mais 60 dias para a Polícia Federal (PF) concluir as investigações sobre o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em supostas irregularidades em Furnas, subsidiária da Eletrobras em Minas Gerais. As investigações estão sendo realizadas no âmbito da Operação Lava Jato. O tucano é suspeito de ter recebido propinas, por intermédio do ex-diretor da empresa Dimas Toledo, a partir de recursos desviados em contratos com empresas terceirizadas.
Em delação premiada, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse ao Ministério Público que o parlamentar foi beneficiário de um "grande esquema de corrupção" na estatal Furnas. De acordo com Delcídio, o esquema era operacionalizado por Toledo, ex-diretor de Engenharia da empresa que teria "vínculo muito forte" com Aécio.
Em março, quando o procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu autorização ao Supremo para ouvir Aécio sobre o caso, o tucano disse por meio de sua assessoria de imprensa que ele é o "maior interessado" na apuração dos fatos. Em maio o congressista prestou depoimento ao MPF e disse "não indicou nenhum nome para participar do Ministério de Minas e Energia e nem de nenhuma empresa ou estatal do setor elétrico".
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