Gestão Doria nega ter descartado 35% de medicamentos doados
Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo afirma que o índice de medicamentos doados descartados neste ano foi de 0,2% do total recebido, e não de 35%, como informou reportagem da CBN na semana passada, reproduzida pelo 247; segundo o governo Doria, a reportagem da rádio foi "equivocada", uma vez que apenas um dos medicamentos recebidos em doação atingiu o índice de 35%, e que mesmo assim ele não teria puxado a média geral para baixo; a rádio afirmou ter que o governo jogou fora "quase três toneladas" de medicamentos entre junho e agosto
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SP 247 - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo contestou reportagem divulgada na semana passada pela rádio CBN e reproduzida pelo 247 que informava que 35% dos medicamentos doados por laboratórios à Prefeitura teriam sido descartados.
A pasta afirma que o índice de medicamentos doados descartados neste ano foi de 0,2% do total recebido. Segundo o governo Doria, a reportagem da rádio foi "equivocada", uma vez que apenas um dos medicamentos recebidos em doação atingiu o índice de 35%, e que mesmo assim não puxou a média geral para baixo.
"Cabe esclarecer, portanto, que a Prefeitura recebeu em doações mais de 81 milhões de doses/comprimidos. Deste montante, foram descartados 156.908. É importante, portanto, que este portal alerte seu leitor da informação inverídica publicada anteriormente", diz a nota da secretaria.
A pasta afirma ainda que "a isenção de impostos para as empresas que doaram remédios à Prefeitura não foi um benefício aos doadores. A isenção de impostos, prevista em decreto estadual, impediu que as empresas fossem oneradas na doação. Assim, evitou um prejuízo aos doadores, tornando viável a doação".
O governo Doria recebeu doações de medicamentos perto da data de validade, que não poderiam mais ser comercializados pelos laboratórios. A Prefeitura evitou, com a doação, que os laboratórios arcassem com os custos do descarte dos produtos.
A CBN disse ter tido acesso com exclusividade à lista dos comprimidos que precisaram ser descartados nos meses de junho, julho e agosto e publicou que "o total de medicamentos jogados fora nestes meses é de quase três toneladas. Foram 157 mil comprimidos descartados contra somente 35 mil no mesmo período do ano passado, quase cinco vezes mais".
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