Geddel: PMDB questiona o casamento com o PT
“Se você tem um PIB menor do que vinha tendo; se você tem preços entrando numa esfera de elevação; se você tem alta dos juros, que reduz a perspectiva de crescimento da economia; se você começa a ter indicadores macroeconômicos ruins… é claro que isso vai ter efeito eleitoral”, diz o vice-presidente da Caixa
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247 – Em entrevista à Rádio Tudo FM, de Salvador, na noite de ontem, o amigo de Michel Temer e vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, expôs claramente a falta de união no PMDB sobre a relação com o PT.
O peemedebista, que reassumiu há uma semana a presidência do PMDB baiano, pôs em dúvida a renovação da aliança federal com o partido de Dilma Rousseff e disse que a economia pode comprometer sua reeleição. “Se você tem um PIB menor do que vinha tendo; se você tem preços entrando numa esfera de elevação; se você tem alta dos juros, que reduz a perspectiva de crescimento da economia; se você começa a ter indicadores macroeconômicos ruins; se esses indicadores se refletem daqui a pouco nos bolsos das pessoas; se vocês que nos ouvem começam a sentir que o emprego já não está tão farto, que o crédito já não é tão grande, que você tinha um poder aquisitivo e a sua renda dimuinui com a inflação… É claro que isso vai ter efeito eleitoral.”
Além disso, elogiou os presidenciáveis da oposição, deixou em aberto a hipótese de fechar com um deles na Bahia e insinuou que o mesmo pode ocorrer em outros Estados. “Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), são dois quadros de uma nova geração política. Dois quadros extremamente bem sucedidos.”
Ao ser questionado sobre o apoio à reeleição de Dilma, ele usou Guilherme Afif Domingos (PSD) como exemplo: “A política brasileira virou uma coisa tão misturada que essa história de caminho natural deixa de existir no momento em que você tem o vice-governador de São Paulo, que é vice-governador do [governo do] PSDB, sendo ministro do PT. [...] Então, não há essa obrigatoriedade de a posição nacional do PMDB ser acompanhada necessariamente nos Estados.”
Segundo ele, “o quadro dentro do próprio PMDB está muito confuso.” “Tão confuso que você não tem sequer a convicção, hoje, de que a aliança [com Dilma] seria renovada”, disse.
Geddel deve disputar em 2014 o governo da Bahia e enfrentar o candidato a ser indicado pelo governador petista Jaques Wagner.“Não há nenhuma dificuldade de que o palanque do PMDB da Bahia, eventualmente, não corresponda ao que vai fazer o PMDB nacional.”
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