Geddel: "Estranho era não haver manifestação"

Para o vice-presidente da Caixa, movimento que toma conta das capitais do Brasil é legítimo e sinaliza "avanços" na sociedade; "Se você ligasse o jornal à noite, via manifestações no mundo todo. No Brasil, a ideia de que era tudo muito tranquilo o tempo todo. Tanto que diziam que no Brasil não tem vulcão, não tem terremoto e também não tem manifestação"; ex-ministro avalia que manifestantes têm razão por protestar contra a máquina pública

Geddel: "Estranho era não haver manifestação"
Geddel: "Estranho era não haver manifestação" (Foto: CELSO JUNIOR)


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O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa e presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, evitou críticas ao governo, mas avaliou como positivo o movimento popular, sobretudo por parte de estudantes, que estão acontecendo em todo o Brasil por transporte público de qualidade e melhoria em áreas como educação, saúde pública e segurança.

"É importante que a sociedade esteja engajada. O povo tem que ir para as ruas. Nas democracias avançadas, como a França, a população sempre vai para as ruas para se manifestar. É uma coisa que a gente já se desacostumou, o que não deveria acontecer. O que era estranho era no Brasil não haver manifestação. Se você ligasse o jornal à noite, via manifestações no mundo todo. No Brasil, a ideia de que era tudo muito tranquilo o tempo todo. Tanto que diziam que no Brasil não tem vulcão, não tem terremoto e também não tem manifestação".

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Em matéria publicada no jornal Tribuna da Bahia, Geddel citou como possível exemplo para revolta popular a Bahia, pelo custo que o Estado terá para bancar a Arena Fonte Nova. Segundo o peemedebista pré-candidato ao governo, o governo gastará o montante de R$ 1,5 bilhão ao longo de 15 anos para custear o estádio que foi construído pelo modelo Parceria Público-Privada (PPP).

"Terá sido prioridade do Estado da Bahia comprometer nos próximos 15 anos nosso orçamento em R$ 100 milhões ao ano, o que vai dar ao final R$ 1,5 bilhão de contrapartida pública, para construção da Arena Fonte Nova?".

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Para Geddel, o governo escolheu prioridades distintas da expectativa da população. "O governo poderia ter construído barragens – o que não fez durante a atual administração. Poderia ter investido em saúde pública, poderia ter construído mais creches, o que não está acontecendo no ritmo que deveria. As prioridades são outras".

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