Gastos com motociclistas mais que dobram
Acidentes de trânsito pressionam a rede pública de saúde e lotam prontos-socorros; pela primeira vez, mortalidade de motociclistas supera a de pedestres e motoristas; os dados são referentes aos últimos quatro anos
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PE247 – Os gastos com internações por acidentes envolvendo motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passou de R$ 45 milhões em 2008 para R$ 96 milhões em 2011, um aumento de 113%. Obviamente, também subiu o número de internações, passando de 39.480 para 77.113 hospitalizados no período.
O número de mortes por este tipo de acidente aumentou 21% nos últimos anos – de 8.898 motociclistas em 2008 para 10.825 óbitos em 2010. Com isso, a taxa de mortalidade cresceu de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes para 5,7/100 mil entre 2008 e 2010.
“A elevação dos acidentes envolvendo motociclistas fez com que, pela primeira vez na história, a taxa de mortalidade deste grupo superasse a de pedestres (5,1/100 mil) e a de outros veículos automotores (5,4/100 mil), como carros, ônibus e caminhões”, alerta o Ministro da Sáude, Alexandre Padilha. "Estamos trabalhando para aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que esta epidemia está pressionando a rede pública", acrescentou.
PREVENÇÃO – Para enfrentar o avanço dos acidentes de trânsito, o Governo Federal expandiu o Projeto Vida no Trânsito a todas as capitais brasileiras para as capitais criarem políticas de prevenção de lesões e mortes por acidentes de trânsito. Lançado em junho de 2010, a expansão do projeto é um dos desdobramentos do Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida, firmado entre os ministérios da Saúde e das Cidades no ano passado.
A meta é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre nos próximos dez anos, como adesão ao Plano da Década de Ações para a Segurança no Trânsito 2011-2020, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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