Gaban: "O Estado da Bahia está à beira da falência"
Deputado do DEM contesta 'tranquilidade' do governo, que diz que as finanças estão equilibradas no relatório trimestral apresentado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz); "Chama a atenção o fato de o governo ter excedido o valor de compromissos assumidos no semestre, criando um débito de R$ 1,6 bilhões. Até mesmo as despesas com pagamento de pessoal e encargos estão empenhadas sem liquidar, o que indica que o governo pagou a folha de junho sem a devida liquidação", afirma Carlos Gaban
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Bahia 247
A oposição ao governo do Estado continua a discordar da 'tranquilidade' a qual a administração tenta passar, sobretudo acerca da situação financeira depois de o governador Jaques Wagner (PT) anunciar contingenciamento de mais de R$ 230 milhões com os gastos da máquina.
"Com certeza, os fornecedores que estão há meses sem receber os seus pagamentos não concordam com este suposto equilíbrio nas contas do Estado", afirma o deputado Carlos Gaban, do DEM.
A Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) publicou no último dia 30 os relatórios bimestrais relativos ao primeiro semestre de 2013, uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os números mostram que o percentual de execução do orçamento aprovado para o período ficou em apenas 35% e que o grupo de despesas classificadas como investimentos foi de apenas 7,7% da dotação. Ou seja, o governo só utilizou R$ 468 milhões dos R$ 6 bilhões previstos.
Além disso, "chama a atenção o fato de o governo ter excedido o valor de compromissos assumidos no semestre, criando um débito de R$ 1,6 bilhões. Até mesmo as despesas com pagamento de pessoal e encargos estão empenhadas sem liquidar, o que indica que o governo pagou a folha de junho sem a devida liquidação", diz Gaban.
"Qual a explicação para esta situação, se os mesmos relatórios mostram crescimento do ICMS de 14,33% em relação ao mesmo período de 2012? As despesas com pessoal e encargos não cresceram, houve entradas de recursos de operações de crédito para investimentos, além da disponibilidade de R$ 2,8 bilhões em caixa total líquida no encerramento do exercício de 2012", questiona o democrata.
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