Fuja do crédito mais caro
Não se engane com o preço do dinheiro e saiba avaliar suas opções ao contratar empréstimo pessoal
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Luciane Macedo _247 - Você precisa de R$ 300,00. Vai ao banco pedir um empréstimo. O banco indica o cheque especial, o que parece ótimo, pois é uma solução rápida e prática. Você sabe avaliar se está é a melhor opção de crédito ou confia que o banco já oferece o produto mais vantajoso para o seu bolso? Ao contrair um empréstimo pessoal, o perigo de se complicar na hora de honrar os pagamentos é duplo quando se desconhece as implicações da dívida -- ou, dito de outro modo, quando se aceita o dinheiro do banco sem saber, exatamente, quanto ele vai custar, afinal.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alerta que o consumidor precisa ficar atento na hora de emprestar dinheiro dos bancos, pois muitos tentam empurrar os produtos mais caros, como o cheque especial, e não informam adequadamente o Custo Efetivo Total (CET) da operação financeira.
O CET é a informação mais importante na hora de se contrair um empréstimo, porque ele engloba não só os juros a serem pagos por quem empresta o dinheiro, mas também tributos, tarifas e outras despesas. Não basta saber que o cheque especial é o produto de crédito mais caro para se fazer um empréstimo, perdendo só para os juros cobrados no cartão de crédito, e que o crédito direto ao consumidor tem taxas bem menores.
Entre março e maio, pesquisadores do Idec foram a diversas agências bancárias solicitar empréstimo pessoal de R$ 300,00 para ser quitado em cinco vezes. Em três bancos, os atendentes sugeriram o cheque especial, opção bem mais cara, na qual os juros podem ser quase o dobro das taxas cobradas para o empréstimo pessoal.
Com relação ao CET, à exceção de um banco visitado pelo Idec, todos os outros deram informações incompletas ou incorretas, negligência que tem grande impacto no bolso de quem pretende tomar dinheiro emprestado.
O Idec encontrou juros de 4,79% para o empréstimo pessoal em um dos bancos visitados, mas descobriu que o custo salta para 9,24% ao mês porque o banco obriga o cliente a adquirir um seguro -- o que também configura venda casada, alerta o Idec, prática ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor. Quer dizer, uma opção de crédito que sairia, em tese, bem mais barata que o cheque especial, acaba ficando tão cara quanto.
Das modalidades de crédito para empréstimo, vale lembrar que o consignado é um dos mais baratos. Como as prestações são descontadas diretamente na folha de pagamento do trabalhador ou no benefício previdenciário do aposentado, o risco para a instituição financeira que empresta o dinheiro é baixo, o que proporciona taxas de juros bem abaixo das praticadas em outros produtos. Ainda assim, peça o CET.
Outro detalhe que o consumidor precisa checar, orienta o Idec, é o prazo para pagamento, porque quanto mais distante da data de contratação, mais caro custará o empréstimo, uma vez que os juros incidem sobre cada dia transcorrido.
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