Freire pede convocação de Bezerra Coelho
Deputado federal entrou com requerimento, na tarde desta tera-feira (06), na Comisso de Fiscalizao Financeira e Controle da Cmara, para que o ministro explique os atrasos da obra de tranposio do Rio So Francisco. TCU apontou ainda prejuzo de R$ 8,6 milhes nas obras do Eixo Leste do rio.
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Bruna Cavalcanti_PE247 – Motivado pelas denúncias publicadas, no último domingo (4), pelo jornal O Estado de São Paulo sobre atrasos nas obras da transposição do Rio São Francisco, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) entrou, na final da tarde desta terça-feira (6), na Comissão Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, com um requerimento pedindo a convocação do ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). O objetivo é fazer com que o socialista esclareça o porquê dos recorrentes atrasos nas obras.
“A paralisação de uma obra desse porte é meio caminho andado para formar um elefante branco. Amanhã, o custo de tudo isso irá dobrar e quem vai pagar a conta, mais uma vez, é o povo brasileiro. Tudo isso é parte da fatura de um governo demagogo que cuida apenas de fazer propaganda”, critica Roberto Freire.
Com a convocação solicitada pelo pós-comunista, caberá agora aos membros da Comissão decidir se chamam ou não o ministro Fernando Bezerra. “Acredito que eles optarão por fazer um convite ao ministro. No entanto, ele não é obrigado a vir”, explica o deputado.
No requerimento apresentado por Freire à Comissão, o parlamentar solicita a convocação de Bezerra Coelho e justifica a convocação do ministro denunciando, com base nos dados apresentados matéria veiculada no Estadão. “Em face do desperdício de dinheiro público, causado pelas avarias constatadas nas obras parcialmente já executadas que deverão ser refeitas, é imprescindível convocar o senhor Ministro da Integração Nacional para prestar as informações e os esclarecimentos que a sociedade merece em face das denúncias”, diz o texto do requerimento.
A reportagem do Estadão percorreu mais de 100 km e denunciou o abandono em vários trechos da obra, principalmente referente às áreas encontradas no Estado de Pernambuco. Além dessas irregularidades, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou ainda um prejuízo equivalente a R$ 8,6 milhões nas obras do eixo leste do Rio.
Outro lado - Em entrevista concedida ao PE247, no mês passado, o ministro Fernando Bezerra Coelho declarou-se confiante em relação às obras de transposição do São Francisco. “Esse projeto se justifica pela segurança hídrica que ele permitirá a essas pessoas, além do desenvolvimento econômico nessas regiões. A obra permanece com toda prioridade. Acreditamos que já vencemos a parte mais difícil”.
Na tarde desta terça-feira (06), procurada pelo PE247, a equipe do Ministério da Integração Nacional tentou explicar algumas das questões levantadas pelos parlamentares. Por meio de nota, a pasta informou que “é um engano afirmar que o projeto de Integração do Rio São Francisco está interrompido ou parado”. O ministério diz ainda que algumas obras foram paralisadas temporariamente, em razão da decisão de não aditar os contratos além dos 25% previstos em lei. “Além disso, a atual gestão se deparou com a necessidade de buscar, junto às projetistas, maior detalhamento nos projetos, em razão de problemas ocorridos na realização das obras, como esgotamento de jazidas de materiais necessários às obras, características de solo e de subsolo diferentes das previstas, detalhamentos de projetos em pontos específicos e outros”, justifica o texto
Sobre o relatório do TCU, que aponta um o prejuízo de 8,6 milhões de reais nas obras de transposição, o Ministério informou que já está tomando todas as providências em relação aos problemas apontados pelo Tribunal. “Da mesma forma, não só nos lotes citados naquele acórdão, como em todos os lotes que apresentam qualquer redução de ritmo das obras, as medidas administrativas foram adotadas, entre elas: intensificação da fiscalização de campo; reuniões e audiências não só com as empresas responsáveis pela execução da obra como as encarregadas de supervisão e gerenciamento; notificação e instauração de diversos processos investigativos, todos eles em curso, para apuração e exame dos relatos das fiscalizações, e das alegações de defesa das empresas construtoras”.
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