Fraudes em concursos: PF cumpre novos mandados em Alagoas

A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva em Alagoas; a Operação Afronta II foi deflagrada com o objetivo de alcançar outros membros de uma organização criminosa que fraudava concursos públicos em todo o país, com o uso de pontos eletrônicos; fraude ocorreu durante o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região, em 2013

A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva em Alagoas; a Operação Afronta II foi deflagrada com o objetivo de alcançar outros membros de uma organização criminosa que fraudava concursos públicos em todo o país, com o uso de pontos eletrônicos; fraude ocorreu durante o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região, em 2013
A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva em Alagoas; a Operação Afronta II foi deflagrada com o objetivo de alcançar outros membros de uma organização criminosa que fraudava concursos públicos em todo o país, com o uso de pontos eletrônicos; fraude ocorreu durante o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região, em 2013 (Foto: Voney Malta)


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Alagoas 247 - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (18), a Operação Afronta II com o objetivo de alcançar outros membros de uma organização criminosa que fraudava concursos públicos em todo o país, com o uso de pontos eletrônicos. Somente em Alagoas, foram cumpridos 13 mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva. 

No dia 21 de outubro de 2015, foi deflagrada pela Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba/SP, a Operação Afronta, que apurou a fraude ao concurso público do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para os cargos de técnico e analista judiciário.

Naquela ocasião, foram indiciados nove membros da organização criminosa: o líder do grupo, o técnico responsável pelos equipamentos eletrônicos usados na fraude, quatro pessoas responsáveis pelos desvios das provas, e três pessoas responsáveis por corrigir as questões desviadas. Além disso, foram indiciados doze candidatos que receberam as questões por meio de equipamentos de "ponto eletrônico", e duas pessoas que também tiveram participação na fraude, embora não fossem membros da organização.

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No curso dos trabalhos, surgiram informações dando conta de que outros concursos também haviam sido fraudados. 

Diante disso a Polícia Federal solicitou à Fundação Carlos Chagas informações acerca de quais outros certames aqueles indivíduos responsáveis por desviar as provas (chamados de "pilotos") haviam se inscrito e que fornecesse os gabaritos de respostas de todos os candidatos destes concursos suspeitos, num total de 43. 

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Os gabaritos foram então encaminhados à perícia para que fossem submetidos ao SPADE (Sistema de Prospecção e Análise de Desvios em Exames), software desenvolvido pela Polícia Federal para aplicação em investigações de fraudes em concursos públicos e exames em geral.

Finalizada a perícia, constatou-se que a fraude havia sido consumada em 14 certames e que 47 candidatos haviam participado do crime, alguns deles tendo sido habilitados e empossados nos cargos para os quais concorreram. O sistema também encontrou indícios de cópia de respostas entre candidatos ("cola") em outros 24 certames.

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Oito destes concursos públicos, envolvendo 36 candidatos, haviam sido realizados depois da tipificação do crime de "fraudes em certames de interesse público", previsto no art. 311-A do Código Penal e, assim, foram instaurados inquéritos policiais nos locais das fraudes e, na data de hoje, foram cumpridos 02 mandados de prisão temporária, 04 mandados de condução coercitiva e 10 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, Campinas, Sorocaba e Maceió. Outros candidatos foram intimados para prestar esclarecimentos. 

Somente em Alagoas, foram cumpridos 13 mandados, sendo um de prisão, nove de busca e apreensão e três de condução coercitiva, nos municípios de Maceió, Marechal Deodoro, União dos Palmares e Arapiraca.

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O Delegado da Polícia Federal de Alagoas, Daniel Silvestre, informou que esta fraude ocorreu durante o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região, do ano de 2013. 

"Esses candidatos chegavam a pagar de R$5 mil à R$70 mil reais, onde esses valores variam de acordo com o cargo, salário e nível da prova", informou o delegado.

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Ainda segundo Silvestre, a operação de hoje é diferente da que houve na última sexta-feira (15), onde o alvo era o grupo que fornecia os pontos para aqueles que fariam o concurso.

Os candidatos serão indiciados pelo crime previsto no art. 311-A, inciso I, do Código Penal ("Fraudes em certames de interesse público"), cuja pena varia de 1 a 4 anos de reclusão e pelo crime previsto no art. 288 do CP (Associação Criminosa), cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão.

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Com gazetaweb.com e assessoria

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