França duvida que o Reino Unido desenvolva seu próprio rival para Galileo

O Galileo foi lançado em 2003 e deve ser concluído até 2020. Um especialista disse mês passado que um sistema rival poderia custar cerca de 3 bilhões de libras (4 bilhões de dólares).

Bandeira da França. Foto: Free Grunge Textures/Flickr/Creative Commons
Bandeira da França. Foto: Free Grunge Textures/Flickr/Creative Commons (Foto: editoria)


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(Reuters) - A França não acredita que o Reino Unido crie um rival ao sistema de navegação por satélite Galileo da União Europeia, segundo as atas da reunião entre uma ministra de gabinete e parlamentares.

Uma disputa sobre o Galileo, rival do GPS norte-americano, tornou-se ponto crítico nas negociações do Brexit, após Londres acusar a União Europeia de excluir empresas britânicas do projeto.

“Alguns anúncios ou posições surpreendentes foram divulgados recentemente sobre Galileo”, disse Delphine Geny-Stephann, ministra da economia júnior, a parlamentares franceses na audiência de 17 de maio sobre o Brexit, cuja ata foi divulgada nesta segunda-feira.

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“Considerando o custo do programa e o investimento que representaria, cerca de 10 bilhões de euros, achamos difícil imaginar que eles poderiam fazer isso sozinhos”, disse ela. “Boa sorte com isso”, respondeu o parlamentar Jean-Louis Bourlanges, segundo a ata.

O Galileo foi lançado em 2003 e deve ser concluído até 2020. Um especialista disse mês passado que um sistema rival poderia custar cerca de 3 bilhões de libras (4 bilhões de dólares).

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Geny-Stephann foi questionada sobre ameaças de Londres de retirar autorizações de empresas britânicas ligadas ao Galileo.

“Vejo nisso, mais do que qualquer outra coisa, um argumento de negociação que visa abrir as conversações”, disse ela, de acordo com a ata.

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A agência espacial britânica, em nome do ministro dos negócios Greg Clark, escreveu a empresas britânicas pedindo que consultem o governo antes de concordar com novos contratos para trabalhar no projeto, movimento que visa a impedir a transferência de tecnologia para empresas da União Europeia.

Respondendo a comentários do ministro francês nesta segunda-feira, um porta-voz da Agência Espacial do Reino Unido disse que se nenhum acordo for alcançado sobre o Galileo, o Reino Unido terá que considerar alternativas para atender suas necessidades.

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“O desenvolvimento de um sistema doméstico é economicamente viável e possibilitado pela expertise líder mundial do setor espacial do Reino Unido”, disse o porta-voz.

O Reino Unido disse à UE no mês passado que exigirá o pagamento de até 1 bilhão de libras esterlinas se o bloco restringir seu acesso ao Galileo.

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Por Myriam Rivet e Michel Rose

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