Fracassa plano de Doria para transportar servidores municipais

O sindicato dos motoristas que transportaria os servidores, que representa cerca de 129 mil trabalhadores, declarou adesão à greve geral

João Doria 
João Doria  (Foto: Leonardo Attuch)


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Da revista Fórum

Fracassou o plano do prefeito João Doria (PSDB, de oferecer transporte gratuito para os servidores municipais irem ao trabalho nesta sexta (28). Doria é um dos mais entusiastas furadores da greve contrária às reformas do governo Temer.

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O tucano havia feito um acordo na quarta (26) com as empresas Uber e 99 para que transportassem os funcionários públicos, conforme antecipado pela colunista Mônica Bergamo, mas as empresas recuaram. Junto com o anúncio, o prefeito afirmara que iria cortar o ponto de quem não comparecesse ao trabalho.

O plano era que os aplicativos fizessem uma doação à prefeitura, reembolsando os motoristas que transportassem os servidores. O sindicato da categoria, que representa cerca de 129 mil trabalhadores, declarou adesão à greve.

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Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura disse que “não foi possível obter a gratuidade”, mas que foi em decorrência do pedido da Prefeitura que as empresas se dispuseram a oferecer desconto nas corridas para todos os usuários, e não apenas os servidores. O órgão não respondeu, contudo, se Doria manteria a promessa de cortar o ponto dos servidores que não forem ao trabalho.

Na noite de quarta, um formulário online foi enviado aos servidores solicitando informações como RG, endereço, órgão no qual trabalha e e-mail (que poderia ser o pessoal).

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O link para o formulário, contudo, vazou na internet e começou a ser divulgado por apoiadores da greve, que pediam para que todos fizessem cadastros falsos.

Nesta quinta (27), servidores municipais receberam um novo e-mail com orientações para contornar a paralisação, como tentar a utilização do transporte público, procurar colegas que moram próximos “para compartilhar caronas” e uso da frota de veículos das secretarias.

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A Prefeitura também indica que os aplicativos Uber e 99 oferecem descontos de R$ 20 nas corridas —promoção disponível para todos os usuários.

“Infelizmente, para possibilitar que todos os paulistanos possam utilizar esse serviço, haverá um limite de R$20,00 por pessoa. Não será mais livre como inicialmente divulgado”, diz o e-mail enviado pela assessoria de comunicação da Secretaria de Gestão.

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“Não será necessário nenhum código disponibilizado pela Prefeitura, já que a base de dados da Prefeitura não foi compartilhada e o benefício foi estendido para todos”, afirma a nota.

Veja abaixo a íntegra da resposta da Prefeitura à Folha:

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“Com relação ao transporte dos servidores, a Prefeitura esclarece que negociou com as empresas de transporte individual, porém não foi possível obter a gratuidade. Entretanto, em decorrência do pedido da Prefeitura, as empresas de aplicativo 99 Taxis e Uber se dispuseram a oferecer um crédito de R$ 20 para duas viagens realizadas, nesta sexta-feira (28), a todas as pessoas que precisem trabalhar – um total de R$ 40 ao dia.”

Fracassou o plano do prefeito João Doria (PSDB, de oferecer transporte gratuito para os servidores municipais irem ao trabalho nesta sexta (28). Doria é um dos mais entusiastas furadores da greve contrária às reformas do governo Temer.

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O tucano havia feito um acordo na quarta (26) com as empresas Uber e 99 para que transportassem os funcionários públicos, conforme antecipado pela colunista Mônica Bergamo, mas as empresas recuaram. Junto com o anúncio, o prefeito afirmara que iria cortar o ponto de quem não comparecesse ao trabalho.

O plano era que os aplicativos fizessem uma doação à prefeitura, reembolsando os motoristas que transportassem os servidores. O sindicato da categoria, que representa cerca de 129 mil trabalhadores, declarou adesão à greve.

Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura disse que “não foi possível obter a gratuidade”, mas que foi em decorrência do pedido da Prefeitura que as empresas se dispuseram a oferecer desconto nas corridas para todos os usuários, e não apenas os servidores. O órgão não respondeu, contudo, se Doria manteria a promessa de cortar o ponto dos servidores que não forem ao trabalho.

Na noite de quarta, um formulário online foi enviado aos servidores solicitando informações como RG, endereço, órgão no qual trabalha e e-mail (que poderia ser o pessoal).

O link para o formulário, contudo, vazou na internet e começou a ser divulgado por apoiadores da greve, que pediam para que todos fizessem cadastros falsos.

Nesta quinta (27), servidores municipais receberam um novo e-mail com orientações para contornar a paralisação, como tentar a utilização do transporte público, procurar colegas que moram próximos “para compartilhar caronas” e uso da frota de veículos das secretarias.

A Prefeitura também indica que os aplicativos Uber e 99 oferecem descontos de R$ 20 nas corridas —promoção disponível para todos os usuários.

“Infelizmente, para possibilitar que todos os paulistanos possam utilizar esse serviço, haverá um limite de R$20,00 por pessoa. Não será mais livre como inicialmente divulgado”, diz o e-mail enviado pela assessoria de comunicação da Secretaria de Gestão.

“Não será necessário nenhum código disponibilizado pela Prefeitura, já que a base de dados da Prefeitura não foi compartilhada e o benefício foi estendido para todos”, afirma a nota.

Veja abaixo a íntegra da resposta da Prefeitura à Folha:

“Com relação ao transporte dos servidores, a Prefeitura esclarece que negociou com as empresas de transporte individual, porém não foi possível obter a gratuidade. Entretanto, em decorrência do pedido da Prefeitura, as empresas de aplicativo 99 Taxis e Uber se dispuseram a oferecer um crédito de R$ 20 para duas viagens realizadas, nesta sexta-feira (28), a todas as pessoas que precisem trabalhar – um total de R$ 40 ao dia.”

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