Força Sindical crava apoio a Eduardo Campos

Secretário-geral da central sindical, João Carlos Gonçalves, afirmou que as "portas estarão abertas" para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), caso ele dispute o Palácio do Planalto em 2014; presidente da entidade, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) diz que acha importante Eduardo se colocar como candidato

Força Sindical crava apoio a Eduardo Campos
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Leonardo Lucena _PE247 – O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirmou que as "portas estarão abertas" para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), caso ele decida se candidatar à Presidência da República em 2014 (confira aqui entrevista ao 247). O presidente da entidade, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), também rasgou elogios a Campos ao afirmar que "acha importante que Eduardo se coloque como candidato". As declarações apontam para um apoio dos sindicalistas ao governador pernambucano num momento em que o movimento trabalhista reclama da falta de diálogo com a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

A posição da direção da Força Sindical veio durante um encontro de seus representantes com Campos nesta segunda-feira 4. O objetivo foi buscar apoio do presidente do PSB contra a Medida Provisória 595, a MP dos Portos, que dá à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a responsabilidade pelas licitações visando às operações de cargas em novos terminais portuários privados. Além disso, de acordo com a medida, a classe patronal não seria mais obrigada a contratar trabalhadores via Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), o que, segundo Paulinho da Força, vai gerar desemprego e a perda de direitos trabalhistas.

Mesmo faltando mais de um ano para as eleições presidenciais, Paulinho manifestou o seu apoio a Campos: "Eu acho importante, nós precisamos de candidatos e eu acho Eduardo Campos uma pessoa que trabalhou e mostrou que tem capacidade. Ele é governador pela segunda vez, elegeu um prefeito (Geraldo Júlio), enfim, tem prestígio no Nordeste todo e eu acho que é importante que ele se coloque como candidato", afirmou, durante conversa com a imprensa.

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Por sua vez, Eduardo Campos não falou sobre as declarações do secretário João Carlos Gonçalves e criticou o que chama de "eleitoralização" do debate. O governador, ainda com a sua candidatura indefinida, também participará de um seminário a convite da Força Sindical no próximo dia 25, em São Paulo, e procurou tratar com naturalidade a sua ida como palestrante para não dar um viés político à proposta dos sindicalistas, dizendo que já recebeu convite de outras centrais.

De todo modo, o posicionamento da Força Sindical em relação à candidatura de Eduardo Campos pode colocar o PT em uma "saia-justa", pois não goza de uma boa relação com o setor sindical, que não está contente com o tratamento da presidente Dilma. Por sua vez, a chefe do Executivo federal está perdendo, a princípio, o apoio de um importante setor para a sua reeleição, assim como foi para o ex-presidente Lula.

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MP DOS PORTOS

Durante a reunião, Eduardo Campos ressaltou a necessidade de manter a autonomia dos portos públicos e pediu exclusividade ao Complexo de Suape, em Pernambuco. "São questões definidas na Constituição Federal. Pernambuco vem construindo Suape ao longo de vários governos e não pode perder o controle sobre o seu porto", afirmou. A MP prevê o investimento de R$ 54,2 bilhões na infraestrutura e logística portuária até 2017.

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Em entrevista coletiva, o pessebista disse que a medida, de um modo geral, é positiva, porém se mostrou preocupado com uma concorrência que pode ser desequilibrada, na avaliação dele. "Esse é um debate sério que não pode ser eleitoralizado. O que queremos é uma concorrência equilibrada, porque uma concorrência desequilibrada pode significar a falência de portos públicos", declarou. "Se a legislação trabalhista aplicada aos portos públicos for flexibilizada em relação aos terminais de uso privativo, haverá uma concorrência desequilibrada, com prejuízos para o setor", acrescentou.

Paulinho da Força fez um balanço positivo da reunião e disse que deve haver isonomia nos custos, pois, segundo ele, com a MP 595, os operadores privados é que determinarão os preços das cargas e as demandas nos portos: "O resultado da reunião foi muito positivo. Fizemos uma aliança com o governador para defender a autonomia dos Estados, que está sendo tirada com a MP, e, junto disso, defender os trabalhadores e a isonomia de custos. Não podemos ter dois sistemas, um público com muito custo e um privado sem custo nenhum", observou o parlamentar.

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"Precisamos, sobretudo, do apoio do governador nesta batalha contra a MP dos Portos, porque, de certa forma, o estado de Pernambuco também perde com isso, por conta do porto de Suape", complementou. Assim como Eduardo Campos, Paulinho da Força se mostrou preocupado com a medida em relação aos trabalhadores portuários porque, conforme o deputado, eles serão os mais prejudicados. "Do nosso ponto de vista, (a prerrogativa) vai quebrar todo o sistema público em detrimento do setor privado e, com isso, os trabalhadores perderão os direitos", acrescentou.

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