Fontana denuncia propaganda enganosa da reforma da Previdência
Deputado Henrique Fontana (PT-RS) usou a tribuna da Câmara dos Deputados para denunciar o uso de dinheiro público na publicidade do governo para defender a reforma da Previdência. Para o deputado, Temer usa dinheiro público para mentir numa propaganda "criminosa"; "É a mesma técnica de marketing que Collor usou de alegar que a proposta é para combater privilégios. É um velho discurso para distrair o povo", alertou; oposição já avisou que vai obstruir todas as votações para impedir que os deputados votem a matéria
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Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) usou a tribuna da Câmara dos Deputados para denunciar o uso de dinheiro público na publicidade do governo para defender a reforma da Previdência. Para o deputado, Temer usa dinheiro público para mentir numa propaganda "criminosa". "É a mesma técnica de marketing que Collor usou de alegar que a proposta é para combater privilégios. É um velho discurso para distrair o povo", alertou.
O parlamentar enumerou diversos pontos da nova proposta que, segundo ele, comprovam que a antirreforma de Temer não está sendo feita para combater privilégios, mas para atacar direitos que devem ser preservados. Um deles é a mudança do cálculo para o valor do benefício, que incluirá os salários mais baixos do trabalhador - que atualmente não são considerados para a média salarial - e acabará reduzindo o valor da aposentadoria. Fontana também criticou a obrigatoriedade de contribuir por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral.
"Grande parte dos trabalhadores não consegue ter a carteira assinada por todos esses anos. A medida vai gerar enorme exclusão de trabalhadores mais pobres que não conseguirão se aposentar", ressaltou. É verdade que o tempo mínimo de contribuição baixou para 15 anos, mas quem optar por esta modalidade terá um corte de 40% no valor da aposentadoria.
Fontana também questionou a alegada transição para a idade mínima. "É outra afirmação enganosa do governo. Não há transição, pois se faltar um mês para se aposentar quando a reforma entrar em vigor, o trabalhador poderá perder fatia importante da sua aposentadoria." Se o governo quisesse combater privilégios, alertou, deveria estar cobrando do Bradesco, do Itaú, da JBS que devem bilhões para a Previdência do país.
A oposição vai obstruir todas as votações para impedir que os deputados votem a matéria. "Temer não tem legitimidade para ser presidente. O que dirá para mudar o pacto previdenciário! O que o Brasil precisa é de novas eleições gerais. E que os candidatos debatem com franqueza com a população e digam qual o diagnóstico da Previdência", ressaltou Henrique Fontana, vice-líder da oposição na Câmara.
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