‘Fim do Ciência Sem Fronteiras é mais uma etapa de desmonte da educação’
O secretário estadual de juventude do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Matheus Maciel, repudiou o fim do programa Ciência Sem Fronteiras, anunciado neste domingo (2) pelo governo de Michel Temer; "O Ciência Sem Fronteiras concedeu quase 100 mil bolsas de estudo no exterior para a juventude brasileira. Foi graças ao programa que o acesso à grandes universidades do mundo foi possível para grande parcela da população, conseguindo trazer novos conhecimentos e novas técnica para o país", pontuou o secretário de juventude do PT baiano
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Bahia 247 - O secretário estadual de juventude do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Matheus Maciel (à direita na imagem), repudiou o fim do programa Ciência Sem Fronteiras, anunciado neste domingo (2) pelo governo de Michel Temer.
"O Ciência Sem Fronteiras concedeu quase 100 mil bolsas de estudo no exterior para a juventude brasileira. Foi graças ao programa que o acesso à grandes universidades do mundo foi possível para grande parcela da população, conseguindo trazer novos conhecimentos e novas técnica para o país", pontuou o secretário de juventude.
Criado em 2011, no início da gestão da presidenta Dilma Rousseff, o Ciência Sem Fronteiras era destinado, principalmente, a estudantes de graduação. Do total de bolsas concedidas em cinco anos, cerca de 80% foi para essa população.
Agora, o ministro da Educação, Mendonça Filho, justifica o fim do programa afirmando que os R$ 3,2 bilhões investidos no Ciência sem Fronteiras em 2015 poderiam ser mais bem aplicados na compra de merenda escolar.
Para o secretário Matheus Maciel, o fim do Ciência Sem Fronteiras também representa o fim de um dos maiores direitos adquiridos pela juventude nos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, bem como mais uma etapa no desmonte da educação no Brasil.
"O mesmo governo que congelou investimentos na educação e na saúde por 20 anos agora tenta justificar o fim do Ciência Sem Fronteiras com a aplicação de recursos na educação básica", critica.
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