Fifa libera acarajé só no entorno da Fonte Nova
Segundo o titular da Secopa Ney Campello, as baianas poderão vender os quituites no entorno da Arena, mas fora das catracas; situação das baianas poderia ser pior, pois a Fifa não permite comercialização de nenhum alimento num raio de dois quilômetros que não seja por parte de seus patrocinadores, a exemplo do McDonald's; o acarajé foi declarado patrimônio do Brasil há sete anos pelo Ministério da Cultura
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Bahia 247
A Fifa não cedeu à pressão das vendedoras e da população e decidiu manter a decisão de não permitir a venda dos quitutes das baianas de acarajé dentro da Arena Fonte Nova nos jogos da Copa do Mundo de 2014.
Mas poderia ter sido pior. A federação internacional de futebol tem como padrão não permitir comercialização de nenhum alimento num raio de dois quilômetros que não seja por parte de seus patrocinadores, a exemplo do McDonald's.
Contudo, segundo o titular da Secretaria Estadual para Assuntos da Copa (Secopa) Ney Campello, as baianas poderão vender acarajés, abarás e cocadas no entorno da Arena, mas fora das catracas, sem acesso aos corredores do estádio.
"Elas ficarão em quiosques no chamado 'comercial display', uma área acima do edifício-garagem que também terá estandes e venda de souvenires. Só chegará ali quem tiver ingresso. É o primeiro ponto de contato do torcedor", disse Ney em entrevista à Folha.
O secretário ainda não sabe se os torcedores poderão comer os quitutes nas arquibancadas. "Mas acredito que sim".
A polêmica sobre a proibição mobilizou baianas, população e personalidades da cultura do Estado. As baianas chegaram a entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff em abril último. O acarajé foi declarado patrimônio do Brasil há sete anos pelo Ministério da Cultura.
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