Fiemg: indústria mineira apresenta tímida reação
Os indicadores industriais de Minas vêm apresentando sinais tímidos de recuperação, segundo dados da pesquisa Indicadores Industriais da Fiemg; o faturamento real cresceu 4,7% na passagem de janeiro para fevereiro, o segundo aumento consecutivo mensal e o maior avanço desde junho de 2016; as quedas acumuladas em 12 meses estão perdendo intensidade para todas as variáveis investigadas na pesquisa e, em fevereiro, o faturamento real apresentou variação negativa de um dígito (9,7%), a primeira dos últimos 21 meses
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Minas 247 - Os indicadores industriais de Minas Gerais vêm apresentando sinais tímidos de recuperação, segundo dados da pesquisa Indicadores Industriais da FIEMG, divulgados nessa segunda-feira (3). O faturamento real cresceu 4,7% na passagem de janeiro para fevereiro, o segundo aumento consecutivo mensal e o maior avanço desde junho de 2016. As quedas acumuladas em 12 meses estão perdendo intensidade para todas as variáveis investigadas na pesquisa e, em fevereiro, o faturamento real apresentou variação negativa de um dígito (9,7%, a primeira dos últimos 21 meses.
“Paramos de piorar e entramos em um processo gradual de melhoria. Enquanto os índices de desemprego estiverem altos e o investimento baixo, a retomada será lenta”, diz o superintendente de Ambiente de Negócios da FIEMG, Guilherme Velloso Leão.
No acumulado do ano até fevereiro, frente ao mesmo período de 2016, o setor de veículos automotores registrou a maior influência negativa (-3,57) e a terceira maior variação negativa (-24,3%) no faturamento. O setor de produtos de metal apresentou a maior queda (-35,7%) e a terceira maior influência negativa (-0,67 p.p.).
O emprego registrou leve queda de 0,4%, entre janeiro e fevereiro, descontados os efeitos sazonais. No confronto com igual mês de 2016, o indicador apresentou recuo de 5,7%. No acumulado do primeiro bimestre do ano, o decréscimo foi de 5,7% e, na análise dos últimos 12 meses, houve retração de 6,3%. Nesta última base de comparação, apesar da queda persistente desde setembro de 2014, o recuo no emprego tem apresentado ritmo moderado desde maio de 2016.
A expectativa é de que alguns setores voltem a contratar nos próximos meses, como alimentos, têxtil e couro e calçados. Para outros setores, a perspectiva é de recuperação muito lenta como construção civil e segmentos ligados a investimentos no País.
No primeiro bimestre de 2017, o setor de veículos automotores contribuiu com a maior influência negativa (-1,88 p.p.) e a terceira maior variação negativa (-14,4%) no emprego. O setor de produtos de metal apresentou a maior variação negativa (-23,8%) e a segunda maior influência negativa (-1,09 p.p.).
*Com FIEMG
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